Rhema ao vivo · 23 Jul · Seminário de Educação Especial Inclusiva + IA

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Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem

Dislexia, discalculia, disgrafia e outras dificuldades de aprendizagem: identificar cedo, diferenciar de defasagem e intervir com método na sala e no AEE.

24 artigos · Encontros ao vivo toda semana · Comunidade de educadoras

Nem toda criança que vai mal na leitura ou na conta tem um transtorno de aprendizagem, e nem toda dificuldade é só falta de estudo. A dislexia afeta a leitura e a escrita, a discalculia afeta o senso numérico e o cálculo, e a disgrafia afeta o traçado e a organização da escrita. São condições de neurodesenvolvimento, diferentes da defasagem que aparece por faltas, troca de escola ou pouco contato com a leitura, e cada uma delas pede um olhar próprio na sala de aula.

Aqui você encontra o caminho para observar os primeiros sinais, diferenciar o que é dificuldade pontual do que é transtorno de fato, e montar intervenções que cabem na sala comum e no apoio do AEE. Quando a leitura, a escrita ou a matemática não avançam mesmo com adaptações consistentes, esse olhar se aprofunda com a psicopedagogia e a neuropsicopedagogia, e dialoga com as estratégias para crianças com TDAH quando a atenção também pesa na aprendizagem.

O que você encontra neste tema

  • Os primeiros sinais de dislexia, discalculia e disgrafia por faixa de escolaridade.
  • Como diferenciar transtorno de aprendizagem de defasagem escolar e de imaturidade.
  • Estratégias de intervenção para leitura, escrita e matemática na sala comum e no AEE.
  • Quando e para quem encaminhar, e o que registrar antes de pedir uma avaliação.

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Artigos sobre dificuldades e transtornos de aprendizagem

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Artigo

Diferença entre Dificuldade de Aprendizagem e Transtorno

Antes de tudo, é fundamental compreender que nem toda criança que apresenta dificuldades na escola possui um transtorno de aprendizagem. […]Ler o artigo
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Perguntas frequentes sobre dificuldades e transtornos de aprendizagem

As dúvidas mais comuns de quem trabalha com dificuldades e transtornos de aprendizagem na sala de aula, respondidas de forma direta.

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A dificuldade de aprendizagem costuma ser pontual e ligada a fatores externos (faltas, troca de escola, ensino interrompido, pouco contato com a leitura) e tende a melhorar quando o ensino é retomado. O transtorno de aprendizagem é uma condição de neurodesenvolvimento, persistente, que se mantém mesmo com apoio adequado. A escola observa e registra; o diagnóstico é clínico, feito por equipe especializada.

Fique atenta à leitura muito lenta e com esforço, a trocas e omissões de letras que persistem além da fase esperada, à dificuldade de associar som e letra e ao cansaço desproporcional na hora de ler. Um sinal isolado não define nada: o que chama atenção é o conjunto de indícios que se mantém ao longo do tempo, mesmo com um bom trabalho de alfabetização. O papel do professor é observar, registrar e encaminhar, não diagnosticar.

A discalculia é uma dificuldade específica com o senso numérico e o cálculo: contar, comparar quantidades, memorizar fatos básicos e entender o valor posicional. Em sala, ajuda usar material concreto, apoio visual e reta numérica, e propor menos exercícios com mais tempo, focando na compreensão e não na velocidade. A meta é construir o sentido do número antes de cobrar automatismo.

A disgrafia é uma dificuldade específica com o traçado das letras e a organização da escrita: a letra sai irregular, o esforço motor é grande e o caderno raramente mostra o que a criança sabe. Em sala, ajudam pautas ampliadas, mais tempo nas tarefas escritas, redução da quantidade de cópia e a possibilidade de responder oralmente ou digitando. O foco é avaliar o conteúdo do que a criança produz, não a aparência da letra.

Comece garantindo tempo extra e um espaço com menos distração. Depois, adapte o formato: enunciados curtos e diretos, fonte maior e com bom espaçamento, uma questão por vez e, quando possível, leitura da prova em voz alta pelo professor. Aceitar resposta oral e não descontar erros de ortografia em disciplinas que não avaliam escrita também são adaptações legítimas. A prova adaptada mede o que o aluno aprendeu, não a velocidade com que ele lê.

A legislação não proíbe a reprovação, mas ela só é defensável depois que a escola ofereceu apoio real: adaptações de ensino e de avaliação registradas e acompanhadas ao longo do ano. Reprovar um aluno com transtorno de aprendizagem sem ter ajustado o percurso costuma repetir a mesma barreira, não superá-la. Antes de decidir, o conselho de classe deve analisar os registros: o que foi adaptado, o que funcionou e quanto a criança de fato avançou.

Não. As orientações do MEC (Nota Técnica nº 4/2014) deixam claro que o atendimento educacional não pode ficar condicionado à apresentação de laudo. Se o professor observa uma barreira de aprendizagem, a escola já pode e deve ajustar atividades, avaliação e apoios enquanto a avaliação clínica acontece. O laudo ajuda a qualificar o trabalho e orientar a intervenção, mas o direito de aprender não espera o diagnóstico ficar pronto.

Marque uma conversa reservada e leve registros concretos: o que você observou, em quais situações e o que já tentou em sala. Fale de comportamentos, não de rótulos ("ele troca letras com frequência", e não "acho que ele tem dislexia"), porque o diagnóstico é clínico, não escolar. Apresente o encaminhamento como cuidado, pergunte o que a família percebe em casa e combinem juntos os próximos passos. A parceria com a família começa nessa primeira conversa.

O TDAH afeta a atenção, o controle dos impulsos e a organização, e por isso atrapalha a aprendizagem de forma geral. Os transtornos de aprendizagem, como dislexia, discalculia e disgrafia, atingem habilidades específicas: ler, calcular ou escrever. Uma criança com TDAH pode ler bem e se perder na tarefa por desatenção; uma criança com dislexia pode ser atenta e ainda assim travar na leitura. As duas condições podem coexistir, o que reforça a importância da avaliação especializada.

Transtornos de aprendizagem não são doenças, então não se fala em cura: são condições de neurodesenvolvimento que acompanham a pessoa ao longo da vida. A boa notícia é que, com intervenção adequada e adaptações consistentes, a criança aprende, avança e desenvolve estratégias próprias para lidar com a leitura, a escrita ou o cálculo. Quanto mais cedo a escola identifica os sinais e ajusta o ensino, menor o impacto na trajetória escolar e na autoestima.

Depoimentos

Quem ensina, conta

Educadoras que vivem o dia a dia da sala e encontraram apoio em dificuldades e transtornos de aprendizagem com a Rhema. Gente de verdade.

  • Esta plataforma tem sido uma grande ajuda nos meus estudos e pesquisas. Quando me inscrevi, estava precisando de conteúdo e encontrei exatamente o que precisava no Grupo Rhema. As aulas são excelentes, as apostilas são envolventes, e elas me motivam a aprender mais a cada dia.

    Monique dos Santos T. AraújoMonique dos Santos T. AraújoEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • Com certeza foi de grande valia. Cresci como pessoa, pois a cada encontro me redescobri, me conheci. É maravilhoso saber que sempre podemos aprender mais e, consequentemente, ajudar nosso próximo. Curso maravilhoso! Parabéns, excepcionais! Rhema (Mara e Fábio), parabéns!!

    Berenice Terezinha Vilanova GrubeBerenice Terezinha Vilanova GrubeEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • O curso foi ótimo, me agregou conhecimentos teóricos e práticos que somaram nos momentos dos quais precisei fazer intervenções com as crianças com autismo. Isso me fez sentir segura e os resultados foram bastantes aplicáveis.

    Elisangela dos Santos CarvalhoElisangela dos Santos CarvalhoEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • Após concluir o curso, passei a ver meus alunos sob nova perspectiva, entendendo melhor suas dificuldades. Surgiram diversas oportunidades para trabalhar de forma mais eficaz com eles, abrindo caminhos para uma atuação mais clara e eficiente em sala de aula.

    Eliandra B. Lemos AlbuquerqueEliandra B. Lemos AlbuquerqueEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • A pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista veio para aprimorar meus conhecimentos, tornando a minha prática clínica mais eficaz e produtiva. Hoje me sinto segura para atender pacientes com TEA e orientar as famílias de forma correta e produtiva.

    Raquel de Oliveira MoraesRaquel de Oliveira MoraesEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • O curso me proporcionou autoconhecimento e compreensão mais profunda de mim mesma. As aulas foram incríveis, com excelentes profissionais e seres humanos dedicados, sempre prontos a ouvir, orientar e auxiliar. Aprendi que é natural ser humano, não perfeito, e desenvolvi paciência comigo, familiares, amigos e alunos.

    Elizabeth Aparecida Kudrek de OliveiraElizabeth Aparecida Kudrek de OliveiraEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • Este curso abriu portas na minha vida. Sou professora da Educação Infantil, não tenho um aluno autista, mas tenho alunos com dificuldades. E este curso ajudou no trabalho de como me relacionar com estas crianças, e a partir daí tudo começou a melhorar. E sei que quando eu vier a ter uma criança autista, estarei preparada para melhor atendê-la e também todas as outras.

    Anderlucia Pereira SantineAnderlucia Pereira SantineEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • Consegui solucionar diferentes problemas relacionados à educação especial, visto que sou coordenadora pedagógica do município. Adquiri muitos conhecimentos que servirão de apoio na minha vida profissional.

    Claudenice Albuquerque GonçalvesClaudenice Albuquerque GonçalvesEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem
  • O curso de Pós-graduação foi excelente para minha profissão que é a de professor. Ela me proporcionou ver com outro olhar a forma mais eficaz de tratar meus alunos. Alguns alunos que tenham determinado problema por eu não saber resolvê-lo passava a ser muito e tratado de forma que ele possa ser resolvido e ser tratado de forma clara

    Gilson de Souza TeixeiraGilson de Souza TeixeiraEducador(a) · Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem

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