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A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) traduzida para a sala de aula: antecedente, comportamento e consequência que o professor usa com ética, sem virar terapeuta.

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A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) parte de uma ideia simples: o comportamento não acontece no vácuo, ele é influenciado pelo que vem antes e pelo que vem depois. Esse é o tripé antecedente-comportamento-consequência, e entendê-lo ajuda o professor a ler por que uma criança age de determinado jeito e o que sustenta esse padrão na rotina da sala.

Na escola, a ABA não é uma terapia clínica intensiva, e sim um conjunto de princípios que o professor pode usar para ensinar habilidades, organizar a rotina e reforçar o que dá certo. Boa parte dessas estratégias aparece no trabalho com crianças com autismo (TEA) e com TDAH, sempre com um cuidado ético central: respeitar a criança, combinar os apoios com a família e nunca transformar o reforço em pressão.

O que você encontra neste tema

  • O que significam antecedente, comportamento e consequência, com exemplos reais de sala.
  • Como usar reforço positivo para ensinar habilidades, sem cair no suborno.
  • Os limites éticos da ABA na escola: o que cabe ao professor e o que é papel do terapeuta.
  • Como registrar o comportamento observado para conversar com a família e com o AEE.

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Perguntas frequentes sobre ABA

As dúvidas mais comuns de quem trabalha com ABA na sala de aula, respondidas de forma direta.

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ABA é a sigla de Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis), uma abordagem que estuda como o ambiente influencia o comportamento. Na educação, ela não é um tratamento clínico, e sim um conjunto de princípios (observar antecedentes e consequências e reforçar comportamentos desejados) que ajudam o professor a ensinar habilidades e a organizar a rotina da sala.

Não. O suborno é oferecido no meio de um comportamento inadequado, para fazê-lo parar ('se você parar de gritar, ganha isso'). O reforço positivo é planejado antes e vem depois do comportamento que se quer ensinar, valorizando o que a criança fez certo. Um ensina a esperar o prêmio pela birra; o outro fortalece a habilidade que você quer ver de novo.

O professor pode e costuma usar princípios da ABA (antecedentes claros, reforço positivo, passos curtos) no seu planejamento pedagógico. O que exige formação clínica específica é um programa terapêutico intensivo e individualizado, conduzido por profissional habilitado. Em sala, o papel do professor é aplicar as estratégias com ética, em parceria com a família e com o AEE.

É a forma como a ABA organiza a leitura de qualquer comportamento: o antecedente é o que acontece antes (uma ordem, uma troca de atividade, um barulho), o comportamento é o que a criança faz, e a consequência é o que vem depois e mantém ou enfraquece esse padrão. Na sala, observar os três juntos ajuda o professor a entender por que um comportamento se repete e o que mudar no ambiente antes de tentar mudar a criança.

Reforço negativo não é castigo: é quando um comportamento aumenta porque retira algo desagradável, como quando a criança termina a tarefa e a cobrança para. Punição é o contrário, uma consequência que diminui o comportamento. A confusão é comum porque 'negativo' soa como algo ruim, mas na ABA significa apenas 'retirar'. Na escola, vale priorizar o reforço do que a criança faz certo, porque a punição não ensina o comportamento que deveria entrar no lugar.

Reforçador é qualquer consequência que aumenta a chance de um comportamento se repetir, e ele é individual: o que motiva uma criança pode ser indiferente para outra. Para descobrir, observe o que ela escolhe no tempo livre, pergunte à família o que ela gosta e teste opções, como elogio específico ou uma atividade preferida. Alternar também importa: o mesmo reforçador usado sempre perde o efeito, então tenha um repertório e vá revezando.

Registre em três colunas: o que aconteceu antes (antecedente), o que a criança fez (comportamento, descrito de forma observável, sem interpretação) e o que veio depois (consequência). Anote também dia, horário e atividade. Depois de alguns registros, os padrões aparecem: o comportamento surge sempre na transição, na tarefa longa ou quando a criança perde a atenção do adulto. Esse registro objetivo é a base da conversa com a família, com o AEE e com o terapeuta.

Depende do que mantém o comportamento. Ignorar de forma planejada (a extinção, na ABA) só funciona quando o comportamento é sustentado pela atenção que recebe, e mesmo assim ele tende a piorar antes de melhorar, a chamada explosão de extinção, o que exige constância do adulto. Se o comportamento serve para fugir de uma tarefa, ignorar não resolve. E comportamentos que colocam alguém em risco nunca devem ser apenas ignorados: pedem intervenção e plano combinado com a equipe.

Comece pelo que a criança faz bem e traga fatos, não rótulos: em vez de 'ele é agressivo', descreva o que você observou, em que situação e com que frequência, de preferência com seus registros em mãos. Pergunte como a família lida em casa e o que já funciona, porque ela conhece a criança há mais tempo. Saia da conversa com combinados concretos e uma data para retomar. A família é parceira do plano, não plateia do problema.

Sim, quando há necessidade comprovada. A Lei 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) garante à pessoa com autismo incluída em classe comum o direito a acompanhante especializado, e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) determina que a escola privada não pode cobrar valor adicional por esse apoio. O acompanhante auxilia a criança nas atividades e na rotina; ele não substitui o professor, que segue responsável por ensinar o conteúdo a toda a turma.

Depoimentos

Quem ensina, conta

Educadoras que vivem o dia a dia da sala e encontraram apoio em ABA com a Rhema. Gente de verdade.

  • Esta plataforma tem sido uma grande ajuda nos meus estudos e pesquisas. Quando me inscrevi, estava precisando de conteúdo e encontrei exatamente o que precisava no Grupo Rhema. As aulas são excelentes, as apostilas são envolventes, e elas me motivam a aprender mais a cada dia.

    Monique dos Santos T. AraújoMonique dos Santos T. AraújoEducador(a) · ABA
  • Com certeza foi de grande valia. Cresci como pessoa, pois a cada encontro me redescobri, me conheci. É maravilhoso saber que sempre podemos aprender mais e, consequentemente, ajudar nosso próximo. Curso maravilhoso! Parabéns, excepcionais! Rhema (Mara e Fábio), parabéns!!

    Berenice Terezinha Vilanova GrubeBerenice Terezinha Vilanova GrubeEducador(a) · ABA
  • O curso foi ótimo, me agregou conhecimentos teóricos e práticos que somaram nos momentos dos quais precisei fazer intervenções com as crianças com autismo. Isso me fez sentir segura e os resultados foram bastantes aplicáveis.

    Elisangela dos Santos CarvalhoElisangela dos Santos CarvalhoEducador(a) · ABA
  • Após concluir o curso, passei a ver meus alunos sob nova perspectiva, entendendo melhor suas dificuldades. Surgiram diversas oportunidades para trabalhar de forma mais eficaz com eles, abrindo caminhos para uma atuação mais clara e eficiente em sala de aula.

    Eliandra B. Lemos AlbuquerqueEliandra B. Lemos AlbuquerqueEducador(a) · ABA
  • A pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista veio para aprimorar meus conhecimentos, tornando a minha prática clínica mais eficaz e produtiva. Hoje me sinto segura para atender pacientes com TEA e orientar as famílias de forma correta e produtiva.

    Raquel de Oliveira MoraesRaquel de Oliveira MoraesEducador(a) · ABA
  • O curso me proporcionou autoconhecimento e compreensão mais profunda de mim mesma. As aulas foram incríveis, com excelentes profissionais e seres humanos dedicados, sempre prontos a ouvir, orientar e auxiliar. Aprendi que é natural ser humano, não perfeito, e desenvolvi paciência comigo, familiares, amigos e alunos.

    Elizabeth Aparecida Kudrek de OliveiraElizabeth Aparecida Kudrek de OliveiraEducador(a) · ABA
  • Este curso abriu portas na minha vida. Sou professora da Educação Infantil, não tenho um aluno autista, mas tenho alunos com dificuldades. E este curso ajudou no trabalho de como me relacionar com estas crianças, e a partir daí tudo começou a melhorar. E sei que quando eu vier a ter uma criança autista, estarei preparada para melhor atendê-la e também todas as outras.

    Anderlucia Pereira SantineAnderlucia Pereira SantineEducador(a) · ABA
  • Consegui solucionar diferentes problemas relacionados à educação especial, visto que sou coordenadora pedagógica do município. Adquiri muitos conhecimentos que servirão de apoio na minha vida profissional.

    Claudenice Albuquerque GonçalvesClaudenice Albuquerque GonçalvesEducador(a) · ABA
  • O curso de Pós-graduação foi excelente para minha profissão que é a de professor. Ela me proporcionou ver com outro olhar a forma mais eficaz de tratar meus alunos. Alguns alunos que tenham determinado problema por eu não saber resolvê-lo passava a ser muito e tratado de forma que ele possa ser resolvido e ser tratado de forma clara

    Gilson de Souza TeixeiraGilson de Souza TeixeiraEducador(a) · ABA

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