SAIBA MAIS SOBRE COMPORTAMENTO SOCIOEMOCIONAL NO TEA
Apesar de cada indivíduo ser único, existem alguns fatores comuns que impactam muitas pessoas com autismo.
09 de agosto de 20195 min de leitura
Apesar de cada indivíduo ser único, existem alguns fatores comuns que impactam muitas pessoas com autismo.
Inúmeros são os problemas que envolvem o
desenvolvimento das pessoas TEA. Dentre eles podemos citar as dificuldades em
expressar os próprios sentimentos de forma que os outros possam compreendê-los
e aceitá-los.
Outro problema refere-se à inadequação ou falta do uso
da imaginação. A ausência de habilidade em perceber e compreender expressões
emocionais em outras pessoas parece relacionar-se com a limitação, ou mesmo,
falta de capacidade para imaginar qualquer coisa. Falar e compreender, e logos
sentir, e extremamente delicado se tratando de uma criança TEA.
O TEA tem como principal característica a presença de
déficits sociocomunicativos e comportamentos repetitivos e restritos, podendo
variar significativamente o grau de comprometimento dessas áreas. Conforme os
critérios diagnósticos presentes no DSM-V, as alterações na dimensão
sociocomunicativa, por exemplo, são encontradas na característica
socioemocional, em comportamentos comunicativos verbais e não verbais e na criação
de relacionamentos.
Já se tratando de padrões de comportamentos
repetitivos e restritos, pode caracterizar-se como estereotipias e a demasiada repetição
dos movimentos, no apego e uso aos objetos e na fala, além de interesses
restritos, gostos excessivos e vícios de rotina rígida, e hipersensibilidade a
inputs sensoriais.
Também podemos avaliar a comunicação.
Sendo ela uma comunicação limitada ou inexistente, no caso dos não-verbais, e
importante fator que afeta as relações dos indivíduos TEA. Pessoas não-verbais ou verbais, mas com dificuldade de organizar sua
linguagem, podem apresentar comportamentos inadequados para indicar as suas necessidades ou desejos.
Outros fatores que podem afetar a criança
TEA são os sentidos, visão, tato, audição, paladar, olfato, assim como os estímulos proprioceptivo e vestibular. Muitos dos indivíduos coma autismo apresentam problemas de integração
social por estes sentidos.
Já as características sociais e emocionais do aluno
tea, incluem muitas questões como ansiedade, irritabilidade, baixa tolerância à frustração, medos excessivos, ataques de pânico e interação social limitada.
Os ataques de pânico e ansiedade podem
fazer com que o aluno fique mais restrito, isolando-se dos demais e mesmo que corra
para longe das pessoas saindo em disparada. Baixa tolerância à frustração pode resultar em extrema raiva que acaba levando a pessoa a uma escalada de agressão física ou verbal.
Dificuldades de manter a atenção, impulsividade, distração, hiperatividade torna difícil de se concentrar em tarefas o que resulta em situações problemáticas.
Comportamentos Sensoriais
Todos nós seres humanos necessitamos
de estímulos para que o nosso corpo reaja a fim de organizar estímulos simples em informações complexas ou percepções. A maior parte destes estímulos vem do sistema vestibular, proprioceptivo e tátil, e em uma medida menor, do sistema auditivo.
Não é de estranhar, portanto, que muitos dos comportamentos exibidos por crianças no espectro autista, como girar, balançar o corpo, mover-se em busca de ritmo e pular estão relacionados a esses sistemas, que são as principais fontes de entrada. Isso, porque, estes comportamentos são a tentativa da criança para se sentir mais organizada e calma.
Cuidar diariamente de crianças com autismo pode exigir muito fisicamente. Os pais podem desenvolver uma falta de
confiança em suas habilidades porque os métodos e técnicas que leram e ouviram talvez não esteja funcionando tanto ou a todo tempo.
Professores também podem sentir
frustração aos e depararem com situacoes onde não previam, e o que aprenderam
não se encaixa. Além de pais poderem se isolar de suas rotinas sociais e
familiares, pois não se sentem constragidos com a reação das pessoas.
As emocoes como impulso do comportamento
Todo nosso comportamento esta ligado a
emoção, geralmente e atraves de um sentimento que uma atitude é tomada, e assim
tambem com as crianças TEA. Só que diferente de quem não possui o transtorno,
eles tem muita dificuldade em expressá-las o que torna seus comportamentos
abstratos para que esta próximo. Uma das formas
mais eficaz de ajudar qualquer um a aprender a navegar suas emoções é
validá-las. As emoções não são comportamentos. São sentimentos.
Aprender a validar e normalizar as
emoções é uma maneira poderosa de deixar as crianças à vontade. É importante
limitar o papel que as emoções têm em determinar se uma atividade deveria ou não
ocorrer. No entanto, devemos permitir que as respostas emocionais dos nossos
alunos influenciem como agimos em uma situação como uma crise por exemplo, ou
algo que anteceda ela.
Atividade para desenvolvimento sensorial em sala de aula
Comunicação
verbal. Contato visual. Desenvolver período de atenção compartilhada de 5min ou
mais.
Ação motivadora:
Fazer bolhas de sabão e, com suspense e animação,
manusear o fantoche do sapo para que ele “coma” as bolhas
Solicitar a criança:
Falar a palavra
“Bolha”.
Como fazer:
Traga um
potinho de fazer bolhas de sabão e um fantoche de sapo para o quarto. Se o
fantoche for daqueles que abrem a boca, fica mais interessante ainda!
Estrutura da
atividade:
Apresente o
potinho de bolhas e comece a soprar bolhas para a criança. Se
ela se interessar, faça mais bolhas. Diga a ela que a palavra com a qual a
criança poderá pedir por mais bolhas de sabão, seja “muitas”. E aí quando ela
interagir dizendo “MUITAS”, você sopra mais e o sapo come as bolhas.
É importante que cada atividade seja elaborada levando-se em conta as necessidades, os interesses e o estágio de desenvolvimento de cada indivíduo, de forma que a atividade seja motivadora, acessível e que promova com eficácia o desenvolvimento de habilidades específicas.
Uma mesma atividade pode ser adaptada
alterando-se: a meta educacional; o grau do desafio relacionado a uma mesma
meta; a ação motivadora; o personagem ou a temática.
É ideal que o professor esteja totalmente informado, totalmente qualificado para lidar com o desenvolvimento socioemocional nos alunos TEA. Pensando nisto, preparamos mais conteúdos e atividades práticas em nossa capacitação on-line. Basta acessar neste link e adquirir agora mesmo o seu curso sobre Autismo, e aprender na prática as estratégias para sala de aula.