IMPORTÂNCIA DA ESTIMULAÇÃO MOTORA PARA O COGNITIVO DA CRIANÇA TEA
23 de outubro de 20194 min de leitura
O autismo é classificado como um
transtorno invasivo do desenvolvimento que envolve graves dificuldades ao longo
da vida nas habilidades sociais e comunicativas, além daquelas atribuídas ao
atraso global do desenvolvimento, e
também comportamentos e interesses limitados e repetitivos.
Diversos estudos destacam a
intervenção precoce como fator fundamental para a melhora do quadro clínico do
autismo, gerando ganhos significativos e duradouros no desenvolvimento da criança.
Devido à plasticidade cerebral, a precocidade do início da intervenção
desempenha papel importante, potencializando os efeitos positivos da mesma.
Desde o nascimento até a velhice
passamos por fases de aquisição motora que estão diretamente ligadas a idade, e
nesse processo vivenciamos etapas de aprendizagem, especialização e manutenção
destas habilidades.
Apesar de não haver grandes
diferenças no que tange o processo de aprendizagem motora de indivíduos de
desenvolvimento típico e atípico, devemos levar em conta que aqueles que estão dentro
do espectro do TEA tendem a apresentar interesses restritos de atividades, e se
as motoras não estão entre elas, a falta do contato poderá trazer prejuízos a
motricidade.
As atividades motoras devem ser
visualmente comunicativas, ou seja, dizerem através de referencias visuais a
ação a ser realizada, pois no TEA o visual é intenso, devem levar em conta a
capacidade de cada um, não exigindo nem mais nem menos do que podem oferecer no
momento e devem ser estruturalmente organizadas, sem a presença de estímulos
visuais desnecessários que possam levar o indivíduo a perder o foco.
Outro ponto importante é que
quando organizadas pelo sistema de circuitos, ficam mais facilmente
compreendidas e dão uma previsibilidade do que deverá ser feito, evitando dessa
forma que o indivíduo com TEA se desorganize.
Um Indivíduo com o espectro de
autismo deve ter cuidados especiais, mas ela pode e deve brincar. Muitos pais e
responsáveis ficam em dúvida quando o assunto é brincadeiras que auxiliem a
cognição, o bem-estar e a coordenação motora do pequeno.
Algumas práticas auxiliam muito
a criança com autismo. A brincadeira age de uma forma impressionante, pois ela
estimula a interação social, a comunicação e diminui os comportamentos
repetitivos. Além disso, o indivíduo pode desenvolver a coordenação motora de
forma satisfatória.
O ato de brincar é terapêutico
para o autista. No entanto, é importante saber que há determinadas atividades que
devem ser evitadas, pois o indivíduo precisa se sentir atraído pelo objeto.
Mas lembre-se, cada situação,
uma demanda, nem toda atividade deve ser usada pelo indivíduo com autismo,
considerando a hipersensibilidade tão comum a ela. Há autistas que têm grande
sensibilidade auditiva ou tátil. Um detalhe importante é que o indivíduo
autista também apresenta distúrbios sensoriais no que se refere a determinadas
texturas. Então, é importante conhecer o indivíduo para compreender o seu
gosto.
Considerando ainda os distúrbios
sensoriais, é importante ressaltar que atividades barulhentas podem amedrontá-lo
ou deixá-lo agitado. É preciso tomar muito cuidado e escolher a atividade que
seja compatível com a cognição do indivíduo.
Colorir, tocar um brinquedo e
encaixar peças também são completamente úteis para o desenvolvimento da
coordenação motora.
Há brincadeiras que ajudam a
reduzir a ansiedade. É muito importante habituar a criança acerca do objeto,
das fases da brincadeira e apresentar a ela maneiras de se acostumar com o
material. A partir disso, você pode induzi-la a outros objetos, tudo de forma
muito paciente para estimular desenvolvimento e habilidades do indivíduo.
O Indivíduo com autismo precisa
descansar e não deve ficar recebendo estímulos de forma acentuada, pois isso
pode agitá-lo. É importante frisar que apesar do convívio com outros colegas, a
criança precisa também de um momento para brincar sozinha. Isso também é
terapêutico. O certo é introduzir aos poucos as atividades para que o pequeno
descubra, com o auxílio de um mediador, o que ele gosta.
Lembre-se que por mais que seja
uma criança TEA, é uma criança, e por este motivo nada melhor que
desenvolve-las com brincadeiras e atividades. Outro detalhe é que as brincadeiras têm
o objetivo de desempenhar funções cruciais na vida dos pequenos. Sem contar que
as atividades procuram agir também no desenvolvimento das habilidades
cognitivas, além das sensoriais, motoras, emocional e social.
Dicas de atividades com estimulação
motora para desenvolver o cognitvo da criança TEA:
Dado maluco
Esta atividade consiste em estabelecer brincadeiras físicas: pular,
girar, entre outras ações, como arremessar pequenos brinquedos macios e
coloridos para despertar a atenção na criança, além de flexibilidade.
É
importante que nas primeiras vezes, o adulto jogue o dado para saber qual
brincadeira será feita e depois da confiança da criança, que ela também seja
estimulada a jogar o objeto e brincar.
Outra dica é a junção de tampinhas coloridas. Esta
atividade é ideal para se desenvolver nos pequenos a percepção de formas,
tamanhos; além de ensiná-las detalhes como diferença e semelhança dos objetos.
Por fim, não se esqueça de que o
indivíduo com autismo precisa de atenção, paciência e muito amor para que ela
se desenvolva através de um tratamento devido e com muita compreensão.
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