Comportamento motor e as funções sensoriais (propriocepção, exteriocepção e interiocepção no TEA
05 de novembro de 20193 min de leitura
Olá Professores,
Vocês já ouviram falar sobre
comportamento motor e as funções sensoriais (exterocepção, interocepção e
propriocepção) no TEA?
No conteúdo de hoje trataremos sobre
este assunto e começaremos discorrendo sobre o que são essas funções sensoriais.
Sabemos que percepção é o ato, efeito
ou faculdade de perceber e adquirir conhecimentos através dos sentidos e nós
seres humanos conseguimos relacionar três níveis de percepção: exterocepção,
interocepção e propriocepção.
A exterocepção é onde os estímulos
são recebidos pelos receptores externos do indivíduo, ou seja, os órgãos dos
sentidos. São sensações em nível tátil, auditivo, gustativo, olfativo ou
visual. O segundo é a Interocepção, que vai responder aos estímulos em níveis
viscerais, sendo manifestadas sensações de dor ou prazer pelo organismo e o
último é a Propriocepção, e diz respeito à percepção dos estímulos em nível de
músculos, ligamentos e tendões.
E aí você se questiona: Qual seria a
ligação destas funções sensoriais sobre o comportamento motor em indivíduos com
TEA?
Pois bem, as alterações sensoriais
são características muito frequentes e geralmente imperceptíveis devido às
dificuldades de comunicação dos indivíduos com TEA, as dificuldades no
processamento sensorial nesses indivíduos comprometem, em graus variados, o
desenvolvimento e a aprendizagem. Tais dificuldades geram padrões de respostas
sensoriais que incidem negativamente na comunicação e na interação social
destes, em múltiplos contextos.
Desta forma, as disfunções sensoriais
prejudicam o modo como essas pessoas interpretam o mundo físico ao seu redor e
podem alterar o curso de uma vida toda dependendo de como forem às experiências
com o mundo.
Os déficits relacionados ao
comportamento motor e as funções sensoriais são notáveis e persistentes na
comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, onde
percebemos nos indivíduos, uma hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais
ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente, por exemplo,
indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas
específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por
luzes ou movimento.
A hipótese mais bem aceita entre os
pesquisadores sobre este assunto que estamos abordando é a de que haja uma
origem orgânica, relacionada com alterações no desenvolvimento do sistema
nervoso, onde denotam prejuízos em regiões cerebrais que se identificam com as
bases neurais do transtorno.
Ainda, estudos mostram que
intervenções sensoriais desenvolvidas por terapeutas ocupacionais em crianças
no TEA trazem um ganho significativo de socialização e melhoria dos cuidados
pessoais, pois como já sabemos as alterações sensoriais das crianças com TEA afetam
seu comportamento em atividades diárias familiares, como comer, dormir entre
outras rotinas; e fora de casa essas alterações podem criar problemas, por
exemplo, ao viajar e participar de eventos na comunidade.
Desta forma, entender essas condições
de saúde que afetam os indivíduos do espectro do Autismo é muito importante
para a qualidade de vida não só delas, mas também de seus familiares e da
sociedade como um todo.
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