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AS EMOÇÕES E O APRENDIZADO!

Olá pais e professores,
Não tem jeito…. Se não estamos bem emocionalmente, tudo parece não fazer sentido. Já percebeu que, quando estamos com um problema, ficamos menos atentos, perdemos a concentração, tornamo-nos menos produtivos?
 
Pois é. Isso também acontece com a molecadinha na escola. Crianças também têm problemas emocionais.
 
Você já parou para pensar que as vezes pode não ser por preguiça, ou por dificuldade apenas de aprendizagem, mas sim, por problemas emocionais que a criança não aprende?
 
Mas você sabe como desenvolver está inteligência emocional? Confira a nossa matéria e veja 5 pontos -chave para te ajudar neste processo!
Boa leitura 😉
 
 
As emoções e o aprendizado
 
“Educar é ensinar o cuidado da vida e é a função primordial da família” (Raquel Soifer,1983).
 
Sabe-se que os diagnósticos de dificuldade de aprendizagem nem sempre estão relacionados a déficits cognitivos e / ou pedagógicos. Muitas vezes o diagnóstico de incapacidade de aprendizagem inclui problemas de ordem emocional.
 
Sabemos que até com os adultos se não estamos bem, isso interfere diretamente em nosso rendimento e nos atrapalha a concentração. E com as crianças não é diferente, isso também acontece com eles na escola.
 
Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, tampouco se frustra ou se irrita, mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções.
A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE) – e ela é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente.
 
 Ou seja, de nada adianta seu filho ser um gênio se ele não souber lidar com as críticas, por exemplo.
 
O sistema educacional também parece ignorar que um aluno pode estar desanimado, triste, frustrado… E que, por isso, aprende menos.
 
As emoções afetam o aprendizado. As emoções impactam a memória, nossa capacidade de retenção, de tomada de decisões, a qualidade das relações, a saúde, o bem-estar físico. As emoções podem mudar os pensamentos, mudar nossos comportamentos.
 
Crianças e adolescentes com problemas emocionais se tornam alunos limitados. Jovens emocionalmente desequilibrados não dão conta de produzirem, de serem criativos.
 
Por isso, desde a infância, é fundamental entender o papel das emoções. Os professores precisam identificar as dificuldades dos alunos e, na medida do possível, atuar para auxiliá-los. Muitas vezes, encaminhando até mesmo para atendimento terapêutico.
 
 Por outro lado, em sala, devem motivar, mostrar aos alunos que são capazes, que devem sonhar, que tudo que hoje temos como realidade um dia foi um sonho, um sonho que talvez parecesse impossível – mas alguém se atreveu em tentar fazer.
 
Quanto aos pais, devem reconhecer que as emoções afetam os filhos. Para o bem e para o mal. Por isso, oferecer um ambiente familiar equilibrado é fundamental. Mas podem ir além.
 
 
Veja cinco postos-chave para desenvolver a QE no seu aluno ou filho:
 
Vínculos afetivos e efetivos: Até os laços familiares exigem empenho e manutenção para se firmarem. Isso significa estar ao lado, acompanhar (e não apenas cobrar). Mesmo ao mais ocupado dos pais, não pode faltar o momento de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angústias. Isso vai contribuir para que o seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.
Autoestima: Dizer, o tempo todo, que a criança é a mais linda do mundo não vale muito. Autoestima de verdade tem mais a ver com permitir que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões alheias. O elogio é válido desde que seja pertinente. “Em vez de elogiar a capacidade, parabenize o esforço. Aí, sim, a criança será motivada a sempre superar a si mesma. ”
 
Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, ao fazer com que a criança entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar.
 
 
Frustrações: Uma boa dose delas dá ao seu filho algo importante: choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar mais para a frente, quando se deparar com um “não”. Saiba que ele vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. 
 
 
Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que incomoda seu filho e ele não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”.  Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.

 

 Fonte: revistacrescer.globo.com
             ronaldonezo.com
 
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