19 Dicas para Lidar com o Aluno com TOD em Sala de Aula
13 de março de 20264 min de leitura
Você já ouviu falar ou tem, na sua sala, um aluno com TOD? Quando esse perfil aparece no contexto escolar, é comum surgirem dúvidas sobre como agir de forma segura, intencional e eficaz.
O TOD exige compreensão técnica e estratégias adequadas, e o professor não precisa enfrentar isso sozinho. Se você quer entender melhor esse funcionamento e aprender caminhos práticos para conduzir a rotina com mais clareza e menos desgaste, continue a leitura.
Neste artigo, vamos explicar os principais pontos e apresentar orientações que podem transformar sua intervenção em sala de aula.
O que você precisa saber sobre o Aluno com TOD?
O TOD, Transtorno Opositivo Desafiador, é caracterizado por um padrão persistente de irritabilidade, oposição e dificuldade em aceitar regras e orientações.
Desse modo, em alguns momentos, a criança pode apresentar resistência intensa, confrontos frequentes e comportamentos que desafiam a autoridade. Por isso, é importante compreender que isso não significa, necessariamente, comportamentos graves ou condutas extremas, mas sim um funcionamento que precisa ser entendido com base técnica.
O TOD envolve aspectos emocionais e comportamentais. Logo, toda criança pode ter episódios pontuais de birra ou resistência, isso faz parte do desenvolvimento. Mas, a diferença está na frequência, intensidade e impacto desses comportamentos no cotidiano.
Ou seja, quando esse padrão se mantém ao longo do tempo, pode interferir nas relações, na adaptação escolar e no processo de aprendizagem. Nesse sentido, compreender o que está por trás desses comportamentos é essencial.
Portanto, quanto mais cedo houver clareza e direcionamento adequado, maiores são as possibilidades de construir estratégias consistentes e favorecer o desenvolvimento da criança no contexto escolar.
Como reconhecer esse transtorno?
Para reconhecer o transtorno, é necessário avaliar a condição da criança. O TOD aparece, normalmente, em crianças de 6 a 8 anos. Esse transtorno é de longa duração, podendo apresentar por exemplo, os seguintes aspectos em 6 meses:
Apresenta dificuldade em aceitar orientações de adultos;
Questiona regras com frequência ou demonstra resistência para segui-las;
Tem baixa tolerância à frustração;
Pode provocar ou reagir de forma intensa nas interações;
Demonstra irritabilidade persistente;
Mantém sentimentos negativos por mais tempo do que o esperado;
Tem dificuldade em reconhecer a própria responsabilidade em determinadas situações.
Sendo assim, é importante lembrar que esses são comportamentos frequentes. Logo, casos esporádicos estão relacionados à fase, e não ao transtorno. Além disso, na escola ele também pode rejeitar críticas, desafiar professores, é o mais “esquentado” dos colegas, não faz os deveres e não aceita ordens.
19 dicas para lidar com o aluno com TOD em sala de aula
Depois do diagnóstico, há uma série de maneiras para lidar com o aluno com TOD em sala de aula. Veja:
Primeiramente, busque informações e o conhecimento necessário acerca do transtorno;
Além disso, motive seus alunos de forma constante e intencional;
Também é importante pedir ajuda em pequenas tarefas, como apagar a lousa, pois isso pode motivá-lo e incentivá-lo;
Sempre que possível, mantenha-o mais próximo de você, preferencialmente longe de janelas e portas;
Em alguns casos, pode ser necessário alterar a forma de avaliá-lo;
Procure, ainda, tornar o ensino mais prazeroso e significativo para ele;
Demonstre que você está atento aos progressos e avanços do aluno;
Da mesma forma, convide os pais a participarem da vida escolar do filho e oriente-os nesse processo;
Evite utilizar lápis ou caneta vermelha para corrigir, buscando alternativas mais neutras;
Inclua momentos de lazer e descontração nas aulas, pois podem ajudar a reduzir o estresse;
Lembre-se de que, nessas situações, a criança pode ter dificuldade para se autorregular e precisa de apoio;
Deixe as regras de forma visível e clara para toda a turma;
Durante as orientações, olhe nos olhos da criança para fortalecer a comunicação;
Evite aulas excessivamente monótonas e procure alternar as formas de ensino;
Sempre que necessário, repita as orientações com clareza e objetividade;
Incentive o uso de agenda para organização das atividades;
Estabeleça metas individuais, de acordo com o ritmo do aluno;
Se estiver muito agitado, permita que saia da sala por alguns momentos para se reorganizar;
Por fim, organize as tarefas de acordo com as habilidades da criança, até que seja possível aproximá-las das demandas da turma.
Conclusão
Com apoio, empatia e conhecimento, é possível desenvolver habilidades sociais e emocionais que favorecem tanto o aluno quanto o ambiente de aprendizagem. Imagine saber identificar, intervir e auxiliar seus alunos com TOD na sala de aula, clínica ou contexto escolar.
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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas.