A arteterapia como ferramenta de apoio a Mães e Pais de filhos com TEA
26 de novembro de 20194 min de leitura
Ao
se falar da arteterapia como tratamento a pacientes com TEA, é importante
frisarmos que qualquer pessoa que procure ou é encaminhada a um Arteterapêuta
não precisa ter experiência ou qualquer habilidade artística.
O
tratamento dentre suas várias finalidades é fazer com que a pessoa atendida
possa ser capaz de entender as necessidades de mudanças e as promova, pois
certamente será beneficiada em sua vida pessoal, através da utilização da arte
em um ambiente seguro e que facilita a sua aplicação.
O
objetivo maior é usar a arte para ajudar as questões relacionadas aos conflitos
emocionais e expressar seus sentimentos reprimidos. Sabe-se que alguns fundamentos
da arteterapia estão em intervir nas áreas afetadas por algum transtorno, assim
como se faz necessário conhecer bem o funcionamento cognitivo e afetivo das
pessoas para perceber as emoções de cada indivíduo atendido.
Importante
se levar em conta que muitos autistas apenas desenvolvem sua capacidade linguística
pela possibilidade de que estas pessoas experimentam uma vida mental mais
visual que verbal.
Na
arteterapia, as imagens, os objetos, os materiais se convertem no nível básico
de relação com o paciente. Com eles podemos explorar novas analogias externas
que se acercam do seu tipo de vida mental.
Sabemos
que ainda que existam os componentes emocionais fundamentais da arteterapia, o
autista parece ter dificuldades com o processamento de estímulos afetivos e sua
própria expressividade emocional também é anômala, porém os problemas com o
contato afetivo não implicam na capacidade em sentir emoções ou expressá-las em
sua forma particular.
Um dos objetivos básicos da arteterapia é
promover o bem-estar da pessoa autista, acalmando ansiedades, medos,
frustrações e incrementando serenidade, diversão e autovalorização.
O
autismo acompanha o indivíduo ao longo de toda a sua vida, ainda que a forma em
que se expressam os sintomas possa transformar-se na adolescência e na vida
adulta. As intervenções educativas e terapêuticas podem fazer progressos no
desenvolvimento das diferentes capacidades.
O
tratamento é longo, complexo, tem de haver paciência, dedicação, com uma
metodologia muito estruturada e programas individualizados adaptados ao nível
de funcionamento do indivíduo.
Sendo
assim é muito importante entender a relevância da participação direta de vocês,
pais e familiares, que ocupam um lugar fundamental na vida do individuo com
TEA.
Pois
sua a rede de apoio familiar e terapêutica ajuda na elaboração de uma atividade
que permite trazer conforto á desordem emocional interior, aquietando e
transformando em serenidade suas ansiedades e angústias internas.
Cabe
salientar que no caso do atendimento arteterapêutico com portadores do espectro
autista, um dos pontos mais importantes é a transformação que as atividades
podem gerar durante o tratamento, indicando o caminho de aprendizado para que o
paciente tenha uma noção maior quanto aos limites impostos pela própria vida e
isto se torna possível porque a arte mostra outra realidade, na qual o
indivíduo pode entender e modificar sua relação consigo, com os outros e o
mundo.
As
crianças autistas têm uma relação distinta com a infância, pois fazem uso de
brincadeiras, mas a seu modo, e é nessa fase que a arteterapia pode auxiliar.
Pais,
diante disto é importante incentivar para que elas se envolvam conforme as
exigências e correspondam a elas quando o Arteterapeuta realiza o seu ofício de
maneira eficiente.
A
criança autista organiza e registra as informações passadas, de forma que acham
uma maneira de estabelecer vínculos de comunicação através de atalhos que pais,
adultos e terapeutas usam para facilitar as informações trocadas pela
experiência.
Pesquisas
apontam que os pais têm um desejo inconsciente de que os filhos façam as coisas
como eles fariam assim os mantém dependentes, o que pode levar a um sentimento
de culpa por acreditarem ter falhado.
Diante
disso, é imprescindível fomentar a autonomia das crianças autistas. Existe uma
alta dificuldade em lidar com um filho que não é socialmente dito como comum,
aceitar um diagnóstico e saber quais tratamentos procurar, o processo para pais
com portadores do espectro pode ser bastante doloroso. Por isso, quanto mais
cedo o diagnóstico e conhecimento por parte dos familiares e amigos trazem
resultados positivos.
O
Transtorno do Espectro Autista ainda não tem cura, mas muitos dos seus aspectos
podem ser diminuídos ou outros estimulados com arteterapia, sempre com os
objetivos principais de interação social e comunicação.
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