TDAH em Sala de Aula: 10 Estratégias para Apoiar a Atenção do Aluno
Conheça os tipos de atenção no TDAH e 10 estratégias para apoiar o aluno em sala de aula, de ajustes no ambiente a feedback positivo e materiais variados.
Por Nayara Afonso20 de junho de 20194 min de leitura
As estratégias para aluno com TDAH em sala de aula começam por entender como funciona a atenção. Dificuldades de atenção costumam fazer parte do quadro de quem tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e saber que tipo de atenção está em jogo ajuda o professor a escolher o que fazer.
Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de atenção e dez estratégias práticas para apoiar o aprendizado.
Quais tipos de atenção o professor pode observar no aluno com TDAH?
Uma boa pergunta para começar é: o que mais interfere no desempenho escolar desse aluno? A resposta orienta as estratégias e ajuda a adequar o ensino ao que ele precisa. Entre as dificuldades mais comuns, estão:
Atenção seletiva: capacidade de escolher onde manter o foco. Em sala, é prestar atenção na explicação do professor mesmo com colegas conversando ou outros ruídos ao redor;
Atenção sustentada: capacidade de manter o foco em uma atividade contínua ou repetitiva por um longo período, sem se distrair;
Atenção alternada: capacidade de mudar o foco de uma tarefa ou estímulo para outro e retomar a atividade;
Atenção e emoções: quando o aluno se sente inseguro para realizar uma tarefa, pode ter mais dificuldade de manter o foco e acabar evitando a atividade.
Toda dificuldade de atenção é TDAH?
Não. Dificuldades de atenção também aparecem em outros quadros e em outros contextos. Por isso, o papel do professor é observar, registrar o que percebe e conversar com a equipe e a família, e não concluir um diagnóstico.
Quais estratégias ajudam a atenção do aluno com TDAH em sala de aula?
Confirme as instruções. Depois de dar uma instrução, peça que o aluno a repita ou compartilhe com um colega antes de começar a tarefa;
Ofereça feedback positivo. Reconheça o desempenho com pequenos elogios e recompensas, como estrelinhas no caderno, palavras de apoio ou um aceno, o mais próximo possível do momento em que o aluno acerta, respeitando o tempo e o processo de aprendizagem dele;
Trate o erro como parte do processo. Evite apontar erros como falha de desempenho. O aluno precisa de suporte, encorajamento, parceria e adaptações, e a atitude positiva do professor faz diferença no aprendizado;
Diversifique as tarefas. Sempre que possível, ofereça tarefas diferenciadas para o aluno e para a turma, com trabalhos em grupo e a possibilidade de escolher atividades, já que isso desperta interesse e motivação. Cada aluno aprende no seu tempo;
Varie os materiais. Vídeos, computadores, revistas, jornais e livros ampliam o interesse e podem favorecer a atenção sustentada;
Use estratégias de aprendizagem ativa. Também chamadas de estratégias de alta resposta (do inglês high response strategies), incluem trabalhos em duplas, respostas orais e a possibilidade de gravar as aulas ou entregar trabalhos em formato digital;
Adapte o ambiente. Mudar a posição de mesas e cadeiras pode reduzir distrações. Sentar longe de portas e janelas, e mais perto do professor, costuma ajudar, mas vale conversar com o aluno e considerar o que funciona para ele;
Combine sinais. O professor pode combinar antecipadamente um sinal discreto, visual ou oral, para ajudar o aluno a retomar o foco, como um gesto específico, respeitando o conforto dele;
Compense as dificuldades de memória. Tabelas com prazos de entrega, lembretes em post-it e anotações ajudam o aluno a não esquecer o conteúdo;
Destaque o que é mais importante. Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes principais de uma tarefa, texto ou prova orienta a atenção.
Nenhuma dessas estratégias resolve sozinha a dificuldade de atenção, e o que funciona para um aluno pode não funcionar para outro. A ideia é buscar equilíbrio e constância para que o aprendizado possa evoluir.
Conclusão
Entender como a atenção funciona é o primeiro passo para escolher estratégias que façam sentido para cada aluno. Com observação, ajustes no ambiente e na forma de ensinar e uma relação de apoio, a sala de aula pode se tornar um espaço mais favorável à aprendizagem.
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