O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO
13 de agosto de 20196 min de leitura
Olá professor, tudo bem?
Muito se fala no processo de
aprendizagem na questão cognitiva, mas você sabia que o desenvolvimento motor
está totalmente ligado ao sucesso escolar?
Compreender as bases do
desenvolvimento motor, logo na educação infantil faz toda a diferença na vida
do aluno. E o conhecimento sobre todo o corpo humano e os seus movimentos, que antes
estavam apenas nos âmbitos da medicina, agora se estenderam a escola.
E foi aí que os estudos sobre a
Psicomotricidade começaram a ajudar educadores e profissionais ligados as
crianças, sanando as dificuldades e suprindo as necessidades de saber como
trabalhar com estes pequenos e desenvolvê-los.
Mas existem muitas informações que
todo educador precisa saber. Baseado nisto, hoje em nosso Blog, vamos falar
sobre como a Psicomotricidade realmente pode ajudar em sala de aula e quais as
atividades mais indicadas.
Vamos lá?
O
QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO
Compreender as bases dos movimentos
do corpo humano é uma preocupação que já vem desde muito tempo, quando a
educação privilegiava a beleza física e agilidade do ser humano, porém o estudo
do corpo humano era colocado em segundo plano, o que interessava eram apenas os
aspectos descritivos em suas funções físicas e anatômicas. Era apenas um corpo
de carne e osso, não se levava em conta os aspectos psíquicos e emocionais.
Percebeu-se então que os estudos não
poderiam ficar mais restritos às paredes dos consultórios médicos, visto que o
grande foco do desenvolvimento motor e intelectual estava em instâncias que iam
mais além: a escola.
Então a Psicomotricidade surgiu pela
necessidade de se perceber e entender os movimentos e como esses se processavam.
Assim vemos que os primeiros estudos
a respeito da psicomotricidade deram ênfase ao funcionamento corporal
desenvolvendo aspectos como: os tônus, a organização espacial, o esquema
corporal; baseando-se em padrões existentes e esperados para cada etapa do
desenvolvimento.
Os aspectos psicológicos, afetivos e
emocionais eram abordados apenas quando a criança apresentava um maior
comprometimento, ou então não acompanhava os demais.
A psicomotricidade conquistou uma
expressão significativa no universo da educação escolar, pois os educadores bem
como pesquisadores do assunto já percebiam que, se uma criança tem deficiência
que a impede de chegar ao cognitivo, é porque o ensino que recebeu não
respeitou as etapas do seu desenvolvimento psicomotor.
Após muitos anos de pesquisas, já nos
tempos atuais os estudos sobre psicomotricidade ultrapassam os processos
motores, direcionando-se à estruturação espacial, à orientação temporal, à
lateralidade, às dificuldades escolares em crianças com desenvolvimento
psicomotor normal.
Assim sendo, é imprescindível que a
criança, durante o período pré-escolar, antes de iniciar a sistematização do
processo de alfabetização, adquira determinados desenvolvimentos que irão
permitir e facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita.
Quais
os problemas que podem existir?
Problemas na organização espacial
acarretarão dificuldades em distinguir letras que se diferem por pequenos
detalhes, como “b” com “p”, “n” com “u”, “12” com “21” (direita e esquerda,
para cima e para baixo, antes e depois), tromba constantemente nos objetos, não
organiza bem seus materiais de uso pessoal nem seu caderno; não respeita
margens nem escreve adequadamente sobre as linhas.
Uma criança com a estruturação
temporal pouco desenvolvida pode não perceber intervalos de tempo, não percebe
o antes e o depois, não prevê o tempo que gastará para realizar uma atividade,
demorando muito tempo nela e deixando, portanto, de realizar outras.
Para alcançarmos um bom
desenvolvimento psicomotor da criança as atividades precisam ser bem elaboradas
e executadas de maneira a proporcionar-lhe prazer ao realizá-las.
A pré-escola necessita priorizar, não
só atividades intelectuais e pedagógicas, mas também atividades que propiciem
seu desenvolvimento pleno. A psicomotricidade contribui para o processo de
alfabetização à medida que proporciona à criança as condições necessárias para
um bom desempenho escolar através da livre expressão e deve começar antes mesmo
que a criança pegue um lápis na mão.
Não podemos
esquecer de citar a importância dos sentimentos da criança na fase do
conhecimento de seu próprio corpo, pois um esquema corporal mal estruturado
pode determinar na criança um certo desajeitamento e falta de coordenação, se
sentindo insegura e isso poderá desencadear uma série de reações negativas
como: agressividade, mal humor, apatia que às vezes parece ser algo tão simples
poderá originar sérios problemas de motricidade que serão manifestados através
do comportamento.
A criança percebe seu próprio corpo por meio
de todos os sentidos. Seu corpo ocupa um espaço no ambiente em função do tempo,
capta imagens, recebe sons, sente cheiros e sabores, dor e calor, movimenta-se.
A entidade
corpo é centro, o referencial. A noção do corpo está no centro do sentimento de mais
ou menos disponibilidade e adaptação que temos de nosso corpo e está no centro
da relação entre o vivido e o universo.
Então ao que se pressupõe o cognitivo está totalmente
ligado ao esquema corporal, e dessa forma, é necessário que os dois sejam
estimulados, para que a criança em si tenha o resultado esperado, embora cada criança
tenha seu próprio desenvolvimento.
Ao longo do ano, dentro da educação infantil,
sugere-se várias atividades para o desenvolvimento das crianças:
• Jogos de imitação; • Estátua; • Cantar músicas que falassem sobre as partes do corpo; • Apontar as partes do corpo em si mesmo e no corpo do colega;
Dentre as atividades envolvendo a
coordenação motora fina, lateralidade e a noção espacial no intuito de
desenvolver a capacidade de representação escrita do nome.
• Jogo do alinhavo;
• Circuitos em forma de círculos
ou outras formas geométricas, marcados com fita crepe ou giz branco no chão,
para as crianças perceberem a delimitação do espaço;
• Desenho de linhas curvas no chão para testar a sua rapidez;
delimitando caminhos com fita crepe, por onde teriam que passar sem sair fora e
posteriormente, uma linha, onde teriam que passar em cima sem escorregar;
• Batata quente, na qual a criança passava o objeto que tinha nas mãos,
trabalhando não só a lateralidade como também a atenção, através da musicalização;
Os
educadores que atuam na área de Educação Infantil e demais séries iniciais, são
responsáveis pela formação básica de nossas crianças, investigar como se dá o
processo de construção de conhecimentos de uma criança na Educação Infantil e
de que forma o trabalho com a psicomotricidade interfere e/ou auxilia nesse
processo de construção.
Existe uma maneira de aprofundar o conhecimento no tema?
Conhecer com profundidade as áreas desenvolvidas na neuropsicomotricidade é fundamental para quem deseja trabalhar com base evidências científicas, como a neurociência, a psicomotricidade e outras abordagens. Assim sendo, escolher um caminho que te faça entender mais do assunto é um passo muito importante.
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