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Crianças com TEA: Como compreender e trabalhar na prática?

Quando falamos sobre crianças com TEA, é comum que muitos professores busquem estratégias, atividades ou técnicas que funcionem. Mas, antes de qualquer intervenção, existe uma pergunta essencial: quem é essa criança?

Logo, essa é a chave para qualquer trabalho verdadeiramente inclusivo, compreender como ela interage, comunica, reage ao ambiente e expressa suas necessidades. Por isso, neste blog, vamos aprofundar os principais pontos e mostrar o que realmente importa quando falamos em desenvolvimento e aprendizagem de crianças com TEA.

Continue a leitura!

Crianças com TEA: por que é essencial conhecer cada uma delas?

Antes de pensar em atividades, jogos ou planos de intervenção, o ponto de partida é sempre o mesmo: conhecer a criança. Muitas vezes ouvimos: “Vou trabalhar com TEA”, mas a pergunta que precisa vir antes é: Quem é essa criança com TEA?

  • Como ela percebe o mundo?
  • Quais estímulos são fáceis ou difíceis para ela?
  • Como ela se comunica?
  • Que experiências prévias influenciam seu comportamento?

Portanto, cada criança possui um modo singular de se relacionar com o ambiente. Desse modo, é esse entendimento que orienta decisões pedagógicas mais eficazes.

Como as crianças com TEA interagem com o mundo?

Um ponto essencial é que interação não é apenas falar com pessoas. Logo, para a criança com TEA, interagir significa:

  • lidar com cores intensas
  • perceber sons do ambiente
  • sentir o tecido da roupa
  • reagir à luminosidade
  • organizar objetos
  • lidar com a comida recém ingerida
  • interpretar movimentos

Ou seja: tudo ao redor pede uma resposta. E quando essa demanda sensorial é intensa, a criança pode se desorganizar. Por isso, entender o processo de interação é fundamental para reduzir sobrecargas e favorecer um ambiente de segurança e aprendizagem.

Comunicação no TEA: muito além da fala

A comunicação das crianças com TEA não é apenas verbal. Elas podem se expressar por exemplo:

  • olhar
  • gestos
  • postura corporal
  • movimentos repetitivos
  • expressões faciais

Portanto, quando há dificuldade de se comunicar de forma funcional, o comportamento se torna a linguagem principal. Por isso, é importante lembrar: Todo comportamento comunica alguma coisa.

Por isso, quando a criança grita, corre, evita atividades ou parece não saber o que fazer, ela está dizendo: “Me ajude, eu estou perdida.” Sendo assim, essa interpretação ressignifica comportamentos desafiadores e abre caminhos mais empáticos para intervir.

Organização do ambiente: o primeiro passo para ensinar crianças com TEA

A sala de aula da Educação Infantil costuma ser rica em cores, cartazes, brinquedos e estímulos. Isso é ótimo para muitas crianças, mas pode ser um desafio para crianças com TEA. Não se trata de retirar tudo, mas de organizar.

A regra é simples: Menos estímulos → mais possibilidade de foco → menos comportamentos desorganizados.

O professor pode por exemplo:

  • reduzir excesso de informação visual
  • organizar os brinquedos em categorias
  • manter um layout previsível
  • evitar mudanças bruscas no espaço

Com isso, a orientação também deve chegar às famílias, ajudando a estruturar o quarto e os ambientes da casa.

A força das imagens e da rotina

Para crianças com TEA, imagens não são “apoios extras”: são uma representação da fala. Por isso funcionam tão bem. A rotina também é fundamental porque:

  • antecipa o que vai acontecer
  • reduz inseguranças
  • organiza o pensamento
  • oferece mecanismos de enfrentamento

E aqui entra outro ponto essencial: repetição. No TEA, nada é imediato. Ou seja, a eficácia está em repetir a rotina, reforçar as imagens e consolidar previsibilidade.

Atividades que funcionam

Jogos visuais — como o Doble, uma excelente sugestão para ampliar repertórios, são extremamente eficazes para crianças com TEA, especialmente a partir de 4 anos, quando a criança já apresenta:

  • maior concentração
  • memória visual emergente
  • discriminação visual mais refinada
  • início de associação simbólica
  • capacidade de organização do pensamento

O que mais trabalhar com crianças com TEA?

Além do Doble, outras atividades que ajudam muito incluem por exemplo:

  • os jogos de encaixe
  • as brincadeiras motivadas pelo interesse da criança
  • as atividades sensoriais organizadas
  • as práticas de habilidades sociais (cumprimentar, agradecer, chegar e sair de um ambiente)
  • os jogos de discriminação visual
  • e as atividades motoras simples e estruturadas

Sendo assim, o mais importante é manter o foco no que a criança já sabe e no que ela pode aprender com apoio, estrutura e repetição.

Conclusão: compreender para incluir

Trabalhar com crianças com TEA não começa no conteúdo — começa no olhar. É preciso compreender quem é essa criança, como ela se expressa, como reage ao ambiente e como se organiza. Por isso, quando o professor ajusta o espaço, usa imagens, estrutura rotinas e oferece atividades adequadas, a criança avança.

Logo, inclusão não é um conjunto de técnicas; é um conjunto de escolhas diárias baseadas em conhecimento e sensibilidade. Por isso, se você busca conhecimento baseado em evidências científicas para transformar sua prática em sala de aula, conheça a Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA da Rhema Neuroeducação. 

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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas.

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