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Como trabalhar com uma criança não-verbal segundo a Análise do Comportamento Aplicada (ABA)?

Você já se perguntou sobre como utilizar a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para trabalhar com uma criança não-verbal em sala de aula? 

Se você é um profissional dedicado à educação infantil, sabe que cada criança é única e requer abordagens especiais. E quando se trata de crianças não verbais, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) se destaca como uma ferramenta valiosa. Vamos explorar como essa abordagem pode fazer a diferença na jornada educacional dessas crianças? Então continue a leitura do artigo de hoje em nosso blog!

Entendendo a ABA e seu Impacto

A ABA faz parte do universo do Behaviorismo, e investe na relação entre ambiente, comportamento humano e aprendizagem.

Imagine isso como um guia que, depois de analisar o comportamento, desvenda um plano de ação para fazer as coisas fluírem melhor.

Vale dizer que o Behaviorismo, focado na análise objetiva do comportamento observável, difere de abordagens como a psicanálise. A ABA concentra-se na modificação do comportamento de forma mensurável, tornando-se uma aliada eficaz na educação infantil.

O Condicionamento Operante: Uma Ferramenta Poderosa

B.F. Skinner, em seu livro de 1938, “The Behavior of Organisms,” introduziu o Condicionamento Operante. Essa descoberta essencial é o que usamos hoje na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para moldar comportamentos e facilitar a aprendizagem.

O Condicionamento Operante funciona como um ciclo : ESTÍMULO – RESPOSTA – CONSEQUÊNCIA. Se um comportamento é seguido por um estímulo reforçador, há mais chance de esse comportamento se repetir no futuro. 

Na Prática

Vamos dar uma olhada em alguns exemplos práticos: 

  • Se um aluno alcança notas positivas, ele recebe um elogio, representando a oferta de um estímulo agradável após a execução de um comportamento desejado.
  • Já, se o aluno não atingir a meta de notas estabelecida, tem que lidar com uma advertência, caracterizando a imposição de uma consequência desagradável após a realização de um comportamento não desejado.

Na prática, imagine um aluno apertando o botão “Liga” do controle ou estudando, recebendo reforços como TV ligada ou tirar notas altas. São os resultados do Condicionamento Operante, moldando ações e reforçando comportamentos positivos.

Aprendizagem e Mudança de Comportamento na Educação Infantil

Toda criança aprende através de tentativa e erro, descobrindo o que funciona e o que não. Os comportamentos são moldados pelas consequências, e aqui entra a ABA, com seus conceitos mágicos, como Estímulo Discriminativo, Reforçador, Controle de Estímulos, Extinção, Esquemas de Reforçamento e Modelagem.

DTT (Ensino por Tentativas Discretas)

O DTT, ou Ensino por Tentativas Discretas, é uma metodologia educacional utilizada pela Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Essa abordagem é estruturada e guiada pelo professor, sendo caracterizada pela divisão de sequências complexas de aprendizado em passos muito pequenos ou “discretos”. Cada passo é ensinado separadamente durante uma série de tentativas, acompanhadas de reforço positivo (prêmios) e da quantidade apropriada de “ajuda” (prompting) necessária para atingir o objetivo.

Essencialmente, o DTT é um método específico dentro do amplo campo da ABA, focado em proporcionar uma aprendizagem estruturada e gradual.

Comportamento de uma criança não-verbal: Explorando a Aquisição da Linguagem

Em 1958, Skinner lançou o livro “O Comportamento Verbal”, onde descreveu a aquisição da linguagem como um tipo de comportamento humano influenciado pelo reforçamento. Ele introduziu um conjunto de termos para descrever as diferentes unidades funcionais da linguagem, chamadas de “operantes verbais”.

  • Mando: Refere-se à habilidade de pedir ou demandar algo.
  • Tato: Envolve a capacidade de nomear ou identificar objetos e eventos.
  • Intraverbal: Relaciona-se com a habilidade de responder a perguntas ou fazer comentários sem estímulos diretos.

A meta principal do ensino é que o que é aprendido durante as sessões seja generalizado para situações do cotidiano, como em casa e na escola. Um programa ABA eficaz inclui a importante prática de generalização do aprendizado, garantindo que as habilidades adquiridas sejam aplicáveis em diversos contextos.

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