Como realizar uma adaptação curricular para alunos com Deficiência Intelectual?
03 de março de 20233 min de leitura
Olá, professor! Você já teve ou tem um aluno com Deficiência Intelectual (DI)? Sabe qual é a adaptação curricular necessária para que ele possa ter uma aprendizagem no tempo dele? Com a maior conscientização sobre o tema aumento de pessoas com DI nas escolas, não se trata mais se você terá um aluno com DI, mas quando.
Dúvidas são comuns diante dessa realidade, sendo necessário a todos nós, nos prepararmos então para ensinsar este público, da melhor forma possível. Assim, ambos saem ganhando: o aluno recebe conhecimento e o professor é capaz de exercer a arte de ensinar.
Reconhecer as especialidades e necessidades de cada um é um diferencial para compartilhar o conteúdo da disciplina com eles. É sobre isso que vamos falar hoje: afinal, como realizar uma adaptação curricular para alunos com Deficiência Intelectual? É o que veremos a seguir.
Adaptação Curricular e Legislação: leis e resoluções
As legislações, principalmente no âmbito da educação, são muito importantes para criar um ambiente saudável. Por isso, existem diversas resoluções e artigos que tratam dos direitos de cada cidadão.
A LDB 9394/96, no artigo 46, aponta a necessidade de métodos e ferramentas para auxiliar o aprendizado dos alunos. Seja uma pessoa com DI ou alguém superdotado, é direito do aluno receber um ensino que esteja de acordo com suas necessidades.
Outro exemplo é a Resolução SE 61/2014, no artigo 11. Ela diz que o rendimento do aluno com DI deve estar de acordo com o currículo diferenciado que foi aplicado a ele.
Ainda, a Resolução CNE nº02/01, no artigo 8, também discorre sobre um importante assunto: organização das classes. No parágrafo III, é relembrado a importância de recursos didáticos e praticidade dos conteúdos, a fim de estimular a aprendizagem. Também lembra que tudo isso deve estar de acordo com o projeto pedagógico da escola, e frequência obrigatória.
Entenda o que é adaptação no contexto escolar
Fazer adaptações no currículo escolar é uma forma de permitir que o conhecimento esteja disponível com equidade a todos. Equidade é tratar de forma diferente cada aluno, levando em conta suas necessidades. Utilizando recursos e estratégias, você pode alterar o método de ensino e levar ao aluno o conhecimento, para que ele possa usufruí-lo.
Para fazer as adaptações, você pode levar em conta os seguintes critérios:
O que o aluno deve aprender;
Como e quando aprender;
Quais as formas de organização de ensino são mais eficazes;
Como avaliar o aluno.
Não se trata de fazer um currículo novo, e sim flexibilizar o conteúdo já existente. Trata-se de alterações com o foco de tornar o ensino objetivo e eficaz. Nesse sentido, existem 3 formas de adaptação do currículo: as centrais, individualizadas e na aula. Entenda mais sobre a adaptação individualizada a seguir.
Adaptação individualizada: veja como fazer
Existem 2 tipos de adaptação, dentro da adaptação individualizada: Adaptações nos elementos curriculares básicos e adaptações nos elementos de acesso ao currículo. A primeira diz respeito às formas de acesso ao conhecimento, como livros e outros recursos. Já a segunda diz respeito à forma de ensino, desde a metodologia até a avaliação.
Desse modo, para fazer esse tipo de adaptação, é necessário analisar a personalidade e como o aluno aprende. Assim, você, professor, poderá enxergar quais são as dificuldades e como você pode ajudá-lo a superar essas barreiras.
Também é importante não fugir do currículo comum. Ao contrário, se aproxime dele. O objetivo é deixar a pessoa com deficiência intelectual mais próxima possível dos seus colegas. Tente adaptar cada vez menos o conteúdo e veja como ele está acompanhando a matéria.
Por fim, vale ressaltar que o conhecimento (física) é apenas uma parte das capacidades que o aluno deve desenvolver. Ele também irá desenvolver as partes cognitiva, afetiva, estética, ética, relação interpessoal e inserção social.
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