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Como Estimular a Memória de Trabalho em Crianças com TEA?

Você já percebeu que algumas crianças com TEA têm dificuldade em lembrar instruções ou seguir sequências? Isso pode estar diretamente relacionado à memória de trabalho. Mas como podemos estimular essa habilidade para melhorar a aprendizagem e a inclusão dessas crianças?

uma criança de 6 anos com transtorno do espectro autista em ambiente escolar

Essa é uma função essencial para o aprendizado, pois permite armazenar e manipular informações temporárias durante a execução de tarefas diárias. Dessa forma, neste artigo, você vai entender melhor como essa habilidade funciona, como compreendê-la de forma eficaz e de que maneira desenvolver estratégias para fortalecê-la pode transformar a prática pedagógica, beneficiando o desenvolvimento das crianças com TEA. Confira!

Índice

O que é memória de trabalho?

A memória de trabalho – também conhecida como memória operacional – faz parte das funções executivas e está diretamente ligada à nossa capacidade de reter e processar informações temporárias. Em outras palavras, é ela que nos permite lembrar de instruções enquanto realizamos uma tarefa, como resolver um problema matemático ou compreender um texto.

Senso assim, essa habilidade é fundamental para várias atividades cognitivas, como:

  • Leitura e interpretação de textos;
  • Resolução de problemas matemáticos;
  • Organização do pensamento lógico;
  • Desenvolvimento da linguagem e da comunicação;
  • Controle da atenção e do planejamento.

Além disso, estudos indicam que ela é composta por quatro componentes principais:

  • Executivo Central: coordena as informações e direciona a atenção para as tarefas.
  • Alça Fonoarticulatória: relacionada ao processamento da linguagem e da fala.
  • Esboço Visuoespacial: responsável por armazenar e manipular imagens mentais.
  • Buffer Episódico: integra informações de diferentes fontes para formar uma experiência completa.

A memória de trabalho no TEA: quais são os desafios?

Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar dificuldades na memória de trabalho, o que impacta diretamente sua aprendizagem. Isso acontece porque essa função executiva está associada à organização de informações, ao planejamento e ao controle inibitório. Dessa forma, quando há déficits nessa habilidade, podem surgir desafios como:

  • Dificuldade em seguir instruções sequenciais;
  • Problemas para compreender e processar informações novas;
  • Dificuldade para resolver atividades que exigem múltiplas etapas;
  • Déficits na comunicação e no desenvolvimento da linguagem;
  • Maior propensão à desatenção e à distração.

Por isso, é essencial que professores, terapeutas e psicopedagogos conheçam estratégias eficazes para fortalecer essa habilidade e garantir a inclusão desses alunos na rotina escolar.

Atividades para estimular a memória de trabalho no TEA

Desse modo para ajudar no desenvolvimento da memória de trabalho em crianças com TEA, é importante adotar estratégias que sejam claras, estruturadas e adaptadas ao tempo e ao ritmo de cada aluno. Sendo assim, algumas das principais ações incluem:

1. Estratégias para professores

  • Dar instruções curtas e objetivas, facilitando a compreensão;
  • Repetir enunciados sempre que necessário;
  • Usar recursos visuais, como imagens e tabelas, para reforçar as informações;
  • Dividir tarefas em pequenas etapas para melhor assimilação.

2. Uso de tecnologia

  • Utilizar jogos educativos para estimular o raciocínio e a memória;
  • Aplicativos que ajudam na organização e sequência de tarefas;
  • Plataformas interativas que favorecem a aprendizagem visual e auditiva.

3. Adaptações no ambiente escolar

  • Criar locais fixos para materiais escolares, facilitando a organização;
  • Manter rotinas estruturadas e previsíveis para reduzir a sobrecarga cognitiva;
  • Criar um sistema de apoio visual para lembrar prazos e atividades.

Dessa forma, é possível proporcionar um ambiente mais acessível e inclusivo, garantindo que a criança tenha o suporte necessário para desenvolver sua memória de trabalho de forma eficaz.

A importância do psicopedagogo no trabalho com a memória de trabalho

Quem é profissional da área de educação sabe que essa é uma habilidade cognitiva essencial para a aprendizagem, pois possibilita a retenção e manipulação de informações durante a execução de tarefas como leitura, cálculo e resolução de problemas. Dessa forma, o papel do psicopedagogo é fundamental para identificar dificuldades e desenvolver intervenções específicas no âmbito clínico e educacional.

Por que o psicopedagogo(a) deve estudar sobre isso?

Pesquisas demonstram que déficits na memória de trabalho estão diretamente relacionados a dificuldades escolares e cognitivas, como a dislexia e o TDAH, dessa maneira, compreender essa relação permite ao psicopedagogo estruturar estratégias eficazes, promovendo o desenvolvimento global do paciente.

Ou seja a memória de trabalho está conectada a diversas funções executivas, como atenção, planejamento e controle inibitório, e trabalhar essa habilidade no consultório psicopedagógico contribui para a melhoria da aprendizagem e das habilidades socioemocionais, auxiliando no desenvolvimento mais integrado e equilibrado da criança.

Como o psicopedagogo pode atuar no manejo da memória de trabalho?

  • Realizar avaliações detalhadas da memória de trabalho pois elas ajudam a identificar déficits;
  • Utilizar ferramentas como jogos cognitivos, tarefas estruturadas e programas sequenciais para uma vez que fortalecem essa habilidade;
  • Estimular a autorregulação e o controle atencional por meio de estratégias personalizadas.

Dessa forma, o psicopedagogo que estuda e aplica estratégias para aprimorar a memória de trabalho contribui significativamente para o sucesso acadêmico e o desenvolvimento global do paciente. Além disso, abordagens baseadas em evidências fortalecem a prática psicopedagógica e ampliam os resultados positivos.

O papel da família no estímulo à memória de trabalho

Além disso, é importante mencionar também que o ambiente familiar também pode ajudar no desenvolvimento da memória de trabalho ao estabelecer rotinas estruturadas e previsíveis. Desse modo, algumas práticas incluem:

  • Criar horários fixos para o dever de casa;
  • Definir um espaço organizado para os materiais escolares;
  • Envolver a criança em atividades que exigem planejamento, como jogos de tabuleiro;
  • Estabelecer rotinas para higiene pessoal e tarefas domésticas simples.

Dessa forma, a família se torna uma aliada no processo de aprendizagem, reforçando a importância da rotina e do estímulo contínuo.

Aprofunde seus conhecimentos e transforme sua prática!

Até aqui você pode ver que o conhecimento é o maior aliado dos profissionais que atuam com neuroeducação e inclusão. Dessa forma, investir em uma formação aprofundada sobre memória de trabalho e funções executivas é essencial para transformar a prática pedagógica e promover um ensino mais acessível e eficaz.

Sendo assim, a Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA da Rhema Neuroeducação, oferece um programa completo, com aulas online e ao vivo, materiais atualizados e professores experientes.

Ou seja, se você deseja aprimorar sua atuação e impactar positivamente a vida de seus alunos, essa é a oportunidade ideal, pois ela oferece ferramentas práticas para transformar sua prática educacional e impactar positivamente a vida dos seus alunos.

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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas.

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