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Autismo e o processo de ensino-aprendizagem

O espaço da sala de aula tem uma série de características. Dentre elas, é possível citar o lado desafiador no ato de compartilhar conhecimentos, trabalhar competências, estimular habilidades e apresentar um mundo de possibilidades para as crianças. No autismo, por exemplo, o processo de ensino-aprendizagem merece muita atenção por exigir o olhar e a prática aprofundados por parte dos professores.

Nesse sentido, algumas questões precisam ser pensadas de forma estratégica a fim de oferecer as melhores alternativas aos educandos; além de um ambiente de trocas, em que o aluno também participa ativamente de toda a dinâmica. Entretanto, é importante conhecer como acontece essa aquisição em meio a uma etapa indispensável na formação do pequeno.

O que fazer para valorizar o percurso da criança?

Antes de mais nada, é preciso seguir alguns procedimentos para iniciar o trabalho pedagógico com os pequenos. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) merece atenção para que seja feito um trabalho com bons resultados. Veja as dicas abaixo:

– Avalie o que o aluno sabe e as suas necessidades educativas;

– Busque conhecer o educando. É muito importante saber o diagnóstico, mas tenha sempre em mente que mesmo crianças com o diagnóstico semelhante podem ser completamente diferentes. Dessa forma, é importante pensar em adaptações para um aluno, em especial;

– Avalie o que a criança sabe, quais são as suas potencialidades e quais são as suas necessidades educativas especiais; como ela se expressa e se comunica e em quais áreas apresenta dificuldades.

Que dificuldades podem ocorrer no processo de ensino-aprendizagem?

As crianças tendem a demonstrar um comprometimento em algumas habilidades – seja a comunicação, a socialização ou linguagem. Inclusive, os pequenos também podem apresentar os seguintes problemas:

– Dificuldade em permanecer ativo nas atividades;

– Dificuldade em compartilhar gostos e interesses;

– Comportamentos repetitivos;

– Intolerância a mudanças na rotina e ambiente;

– Estereotipias;

– Transtornos no processamento sensorial.

O que pode auxiliar o ensino-aprendizagem do aluno?

No TEA, alguns procedimentos e abordagens podem contribuir com o desenvolvimento cognitivo e interpessoal do aluno. A adoção de um deles tende a ser efetuada por meio de um acompanhamento especializado. Veja abaixo quais são:

TEACCH

O TEACCH (Tratamento e Educação para Crianças com Autismo ou Desordens Relacionadas à Comunicação, em tradução livre) é um modelo cujo objetivo é o desenvolvimento de habilidades, pontos fortes e necessidades de indivíduos com autismo. A partir desse aspecto, passa-se a ter um foco na busca pela autonomia dos alunos.

Assim sendo, esse processo de intervenção fica direcionado ao uso de materiais visuais voltados para a redução de comportamentos inadequados e ao estímulo de aprendizados. A linguagem também tende a ser positivamente impactada com o TEACCH.

PECS

O PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Imagens, em tradução livre) é uma abordagem adotada, principalmente, para crianças com autismo não verbal. Isso significa que essa técnica tem o foco na melhoria de capacidades cognitivas e comunicativas dos pequenos.

A independência da criança na hora de se comunicar é a meta. Para tanto, o uso de imagens para induzi-las deve ser feito com conhecimento prévio por parte dos educadores. Assim, é necessário que os professores saibam como conduzir as 6 etapas incluídas no PECS.

ABA

A ABA (Análise do Comportamento Aplicada, em tradução livre) é uma ciência cuja solução é direcionada ao controle e à diminuição de sintomas observados no autismo. Desse modo, essa abordagem contribui de maneira considerável no cotidiano de alunos com TEA.

A ABA valoriza os aspectos comportamentais e também desconsidera as condutas não apropriadas para os pequenos diagnosticados com autismo. Vale relembrar que a ABA é uma importante terapia no ambiente escolar.

Em outras palavras, isso significa que muitas técnicas, utilizada pelos educadores, tendem a encontrar nessa abordagem o caminho necessário para que as habilidades sociais e educacionais dos alunos sejam devidamente trabalhadas.

Como lidar com a insegurança em sala de aula?

Primeiramente, a impressão é que hoje em dia há um número incontável de alunos incluídos no TEA. Na verdade, o que se tem atualmente é mais acesso à informação, aos exames e aos diagnósticos.

Logo, a quantidade de crianças com autismo no espaço escolar tem aumentado consideravelmente. Como consequência, os professores podem se ver em meio a uma situação de desconhecimento e insegurança acerca da forma de lidar com o pequeno.

No entanto, é possível perceber um caminho interessante: os professores estão procurando saber mais sobre transtornos de desenvolvimento e distúrbios. Afinal, a demanda tem crescido e os desafios, também. Com isso, os educadores estão dispostos a conhecerem cada vez mais as formas de ensinar para uma turma diversificada.

Por que se especializar?

O conhecimento acerca do autismo e o processo de ensino-aprendizagem é fundamental para os educadores e seus alunos. Por meio da especialização, os profissionais têm a chance de aprofundar suas práticas – com embasamento em teorias científicas – e desenvolver um trabalho com excelência.

O curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA, do Grupo Rhema Educação, conta com aulas dinâmicas (online e ao vivo), professores experientes e materiais atualizados. Tudo isso para proporcionar a você a melhor trajetória em sua formação.

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