PsicologiaVocê consegue reconhecer, num adulto que aprendeu a compensar a vida inteira, o quadro que ninguém identificou antes?
Uma Vida Inteira Sem Saber: o TDAH no Adulto
Quarta, 25 nov · 18h30
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O que é este encontro
Tem paciente que senta na sua frente com anos de história e nenhuma explicação para ela. Repetiu na escola e ouviu que era preguiça. Trocou de emprego várias vezes e ouviu que não se esforçava o suficiente. Aprendeu a compensar sozinha, a se policiar, a montar sistema em cima de sistema para dar conta do que os outros pareciam fazer sem esforço nenhum. O TDAH não aparece na vida adulta. Ele estava ali o tempo todo e só mudou de forma. A agitação que se via na sala de aula virou inquietude por dentro. A impulsividade migrou para as decisões, para os empregos, para as relações. E o custo de décadas compensando sem saber do quê, aparece no cansaço, na irritabilidade e na sensação permanente de estar devendo alguma coisa. É esse caso que chega até você. Ele pede que você entenda o que sustenta o quadro no cérebro, que saiba o que investigar em um processo de avaliação, e que consiga reconstruir uma história que começou muito antes daquela primeira sessão. Em 25 de novembro, das 18:30 às 21:30. Vamos aprender sobre a neurobiologia do TDAH e como ela se traduz na vida de um adulto que nunca foi avaliado. O processo de avaliação neuropsicológica por dentro, com o que se investiga e por quê. E uma conversa ao vivo com quem viveu isso do outro lado da mesa. Ciência séria, traduzida para a sua próxima sessão, no mesmo padrão de conteúdo que profissionais aplicam em mais de 20 países.


Programação do encontro
O que sustenta o TDAH no cérebro, e o que sobra disso na vida adulta.
O que a literatura mostra sobre a origem multifatorial do TDAH, entre fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, e quais são os prejuízos nas funções cognitivas. A partir daí, a pergunta que interessa: o que acontece com quem carrega isso a vida inteira sem nunca ter sido avaliada. Como o quadro muda de roupa com a idade, com a agitação virando inquietude interna e excesso de atividade, e a impulsividade aparecendo nas decisões, nos empregos e nas relações. O que custa compensar por décadas sem saber do quê, e como esse custo se mostra na baixa tolerância à frustração, na irritabilidade, na oscilação de humor e no prejuízo acadêmico e profissional que ficou pelo caminho. É a palestra que explica por que tanta gente chega para avaliação só na vida adulta.
A avaliação neuropsicológica do TDAH em adulto: o que se investiga em um processo.
O bloco de método. Como um processo de avaliação neuropsicológica se organiza do começo ao fim, da entrevista inicial à devolutiva, e o que precisa ser levantado antes de qualquer instrumento entrar em cena, incluindo a reconstrução da história de vida e a busca de informação em mais de um ambiente. Quais funções entram na investigação e por quê. Como a hipótese comanda a escolha dos instrumentos, e não o contrário. O que a observação qualitativa coleta durante a aplicação e que nenhum escore mostra. E o que precisa ser considerado antes de concluir, entre quadros de humor, ansiedade, sono, uso de substância e sobrecarga, sabendo que mais de uma coisa acontecendo ao mesmo tempo é o cenário mais comum, não a exceção.
Do outro lado da mesa: uma conversa com quem foi diagnosticado na vida adulta.
Você conduz avaliações, escreve laudos e faz devolutivas. Mas quase nunca tem a chance de escutar, com total honestidade, o que tudo aquilo significou para quem estava do outro lado da mesa. Nesta conversa ao vivo, um convidado que recebeu o diagnóstico de TDAH já adulto conta o que ficou para trás antes de alguém finalmente olhar com atenção: os sinais que estavam ali desde a escola e foram lidos como preguiça ou falta de esforço, o que o levou a procurar avaliação depois de tantos anos, e o que mudou na vida dele quando aquilo ganhou um nome. Você termina a noite entendendo o peso que a sua condução tem na vida de quem você avalia.
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