PsicologiaChega o encaminhamento da escola dizendo que a criança não aprende, e você não sabe por onde começar a investigação nem o que a escola de fato está pedindo?
O que a Neuropsicologia Enxerga na Dificuldade de Aprendizagem
Quarta, 28 out · 18h30
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O que é este encontro
O encaminhamento chega quase sempre com a mesma frase: ela não aprende. Vem da escola, vem da coordenação, às vezes vem da mãe repetindo o que ouviu na reunião. E dentro desta única frase cabem histórias muito diferentes, que pedem condutas muito diferentes. Cabe um transtorno específico da aprendizagem, cabe TDAH, cabe TEA, cabe um transtorno da linguagem, cabe Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI). Cabe uma audição ou uma visão que ninguém checou ainda. Cabe ansiedade, sono ruim ou algo que a criança está vivendo em casa. Cabe uma dificuldade de origem pedagógica. Cabe altas habilidades sendo lidas como desinteresse, que nem é diagnóstico. E cabe uma criança que está bem, apenas em uma sala que não funciona para ela. A lista não termina aqui, e é exatamente por isso que ela não se resolve no chute. Diante disso, a profissional precisa fazer três coisas seguidas, e cada uma tem seu próprio jeito de dar errado: entender o que está sendo pedido, investigar com critério, e devolver de um jeito que a escola e a família consigam usar. Neste evento, você vai percorrer esse caso inteiro. Vai entender a diferença entre a pergunta que a escola faz e a pergunta clínica que você precisa responder. Vai ver quais funções entram na investigação da dificuldade de aprendizagem, como escolher os instrumentos a partir da hipótese e como diferenciar as principais possibilidades sem sair rotulando. E vai sair compreendendo o raciocínio clínico que esse caso exige. É conteúdo baseado em evidências, aplicado por profissionais em mais de 20 países, traduzido para o dia a dia do consultório. Uma noite para você deixar de receber o encaminhamento escolar com insegurança e passar a conduzir esse caso com método, do primeiro contato à orientação final.


Programação do encontro
A escola pediu um laudo, o que ela quer e o que a neuropsicologia responde.
Você vai entender por que a queixa escolar chega sempre embalada na mesma frase e o que existe por baixo dela. A diferença entre a pergunta da escola, que quase sempre é uma pergunta de manejo, e a pergunta clínica, que é de investigação. O que a entrevista com a família e o contato com a escola precisam levantar antes de qualquer instrumento entrar em cena, e o que já dá para acolher, afastar provisoriamente ou encaminhar.
Avaliar a criança que não aprende, funções envolvidas e escolha dos instrumentos.
Como a dificuldade escolar se distribui entre as funções como inteligência, linguagem, processamento fonológico, atenção, memória e funções executivas, e por que investigar uma função isolada explica pouco. Como montar a investigação a partir da hipótese. O que ajuda a distinguir as principais possibilidades que chegam nessa mesma queixa, entre transtorno específico da aprendizagem, TDAH, TEA, transtorno da linguagem, Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), alterações de audição e visão, fatores emocionais e causas pedagógicas, e como integrar os achados em uma conclusão que se sustenta. É o bloco que mostra raciocínio clínico de verdade.
Um laudo, vários leitores: Como integrar a avaliação em um documento claro.
A ponta que quase ninguém ensina, e onde a insegurança mais aparece. O laudo é um só, mas ele vai ser lido por gente muito diferente: a família, que quer entender o que a criança tem e o que fazer agora; a escola, que precisa saber o que muda na sala de aula; e outros profissionais, que vão usar aquele documento para dar continuidade ao caso. Você vai ver como integrar toda a avaliação em um único laudo, com informação clara, simples e de fácil compreensão, que responde às três perguntas sem virar um texto técnico que só outro neuropsicólogo entende. Como organizar as seções, como escrever a conclusão e como transformar achado em orientação e intervenções eficazes para o desenvolvimento do processo de aprendizagem daquele indivíduo.
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