Você sabe como o neurofeedback pode ajudar a entender as funções neurológicas de crianças com TDAH?
09 de janeiro de 20204 min de leitura
Professor, você sabe que
tem papel fundamental para perceber os sinais do TDHA em sala de aula? É claro
que crianças são capazes de prestar atenção por horas em atividades prazerosas,
como vídeo-game e desenhos, por exemplo, e também é verdade que elas podem ser
desatentas com tarefas chatas ou repetitivas. Por isso, quanto maior a demanda por
atividades cognitivas, como as atividades em sala de aula, mais proeminentes se
tornarão os sintomas da criança com TDHA. E sabe por quê?
Nosso cérebro é formado por aproximadamente 100 bilhões de
neurônios, todos interligados entre si, formando uma grande rede neural.
Através de impulsos ou estímulos elétricos, as chamadas sinapses, as
informações são passadas de neurônio a neurônio, garantindo assim, uma comunicação
eficaz.
Entretanto, um
neurônio não encosta no outro, de fato, para que ocorra essa comunicação. Entre
eles existe uma fenda, chamada de fenda sináptica, que impede o estímulo
elétrico de prosseguir até o próximo neurônio. Para atravessar a fenda sináptica,
o estímulo elétrico é transformado em
estímulo químico, os chamados neurotransmissores. Dessa estrutura
neurobiológica dependem todas as nossas funções cognitivas, emocionais, motoras
e sociais.
Nosso cérebro
absorve, a cada momento, novas informações através da interação com o ambiente
que nos cerca. Nesse processo de aquisição da informação, diversos estímulos
são lançados pelos canais sensoriais, e para que essa teia de informações
funcione harmonicamente, o córtex pré-frontal precisa organizar e gerenciar
todas as atividades cerebrais como:
Controle dos impulsos;
Planejamento das ações futuras;
Filtragem dos estímulos irrelevantes;
Acionamento das reações de luta e fuga;
Estabelecimento da relação com o centro das
emoções,
Tomada de decisões;
Planejamento de comportamentos cognitivos e
motores complicados;
Além de também regular os aspectos fisiológicos
como fome, dor, frio, etc.
Nesse bombardeio constante de dados e informações que o cérebro
recebe conseguir selecionar o que é relevante se torna um desafio, e nesse
momento três aspectos são fundamentais: a ATENÇÃO,
que é um processo cognitivo onde o intelecto focaliza e seleciona estímulos
específicos, descartando estímulos de fundo; a CONCENTRAÇÃO que é o uso da mente focada em um objetivo de forma
continua e a capacidade de abstrair-se de todo o resto; e a ORGANIZAÇÃO MENTAL, ou seja, depois de
captadas, as informações são processadas, compreendidas, separadas,
categorizadas, agrupadas e correlacionadas com outras informações já
armazenadas na memória e finalmente seleciona a resposta correta ao estímulo
sensorial inicial.
TDHA
A criança com TDHA tem um funcionamento alterado do
sistema neurobiológico, pois os neurotransmissores se apresentam em quantidade
ou qualidade alteradas, afetando diretamente o córtex pré-frontal e suas
funções. Durante a entrada de informações sensoriais não há seleção das
informações necessárias, todas as
informações entram simultaneamente com grande intensidade. Distinguir um
foco ou uma figura de fundo se torna um desafio. Nesta sobrecarga de estímulos
e informações que o cérebro sofre, controlar o foco da atenção, ou manter a
concentração, se torna extremamente difícil.
O TDHA pode ser de dois tipos diferentes: O TDHA combinado, onde a criança
apresenta hiperatividade, impulsividade e déficit de atenção e o TDHA desatento, que é caracterizado
somente pela falta de atenção. Por isso, é preciso ficar atento em sala de
aula, onde o professor é a pessoa mais
próxima da criança e pode observar cada movimento, comportamento e atitude
do aluno, sendo possível distinguir alguns comportamentos típicos e encaminhar
para avaliação e acompanhamento psicopedagógica, quando necessário.
Pode apresentar estágios diferentes, podendo ser mais
avançado e exigindo o uso de medicação,
ou mais reduzido, onde programas de modificação do comportamento são capazes de
diminuir o nível de atividade ou desatenção consideravelmente.
Nesse sentido, o Neurofeedback
vem trazendo resultados interessantes. Seu objetivo é ajudar o cérebro a
funcionar de forma diferente. As ondas cerebrais possuem diferentes
freqüências, que variam de acordo com a idade, tipo de tarefa que está
realizando e com os transtornos que o individuo apresenta. Este treinamento
visa condicionar o cérebro a usar as ondas cerebrais de certo tipo. Com o uso de eletrodos semelhantes ao do Eletroencefalograma, um software
específico capta as ondas cerebrais e transforma em um determinado aspecto do
jogo. Estimulando o indivíduo a conseguir usar mais ondas de um determinado
tipo. É um tratamento natural e não invasivo recomendado em alguns casos para o
tratamento do TDHA.
Você Professor já recebeu algum aluno com necessidades específicas em sala de aula e sentiu-se preparado para, junto com os pais, ajudar seu aluno a desenvolver suas capacidades máximas? Compartilhe conosco suas experiências.
E ainda aproveite a oportunidade de aprimorar ainda mais estes conhecimentos, o Grupo Rhema oferece o curso de capacitação on-line que visa exatamente ampliar as estratégias práticas em sala de aula para o desenvolvimento de seus alunos, clique aqui e comece agora mesmo.