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Educação Especial: por que toda criança é capaz de aprender

Educação Especial: conheça a trajetória de Laila Eveling e descubra por que toda criança é capaz de aprender quando encontra as estratégias certas.

Conheça a trajetória de Laila Eveling e descubra como a Educação Especial transforma a prática de professores e a aprendizagem de milhares de crianças

Você acredita que toda criança é capaz de aprender?

Para Laila Eveling, essa resposta nunca deixou espaço para dúvidas. Ao longo de sua trajetória como pedagoga, especialista em Educação Especial e professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE), ela aprendeu que o maior desafio da inclusão não está na capacidade da criança, mas na disposição do educador em buscar estratégias para que a aprendizagem aconteça.

Foi justamente essa convicção que transformou sua forma de ensinar, inspirou milhões de professores nas redes sociais e fez dela uma das convidadas do Seminário de Educação Especial Inclusiva + IA, promovido pela Rhema Neuroeducação.

Durante a entrevista, Laila compartilhou sua história, relembrou como descobriu sua vocação para a Educação Especial, contou como um vídeo simples ultrapassou milhões de visualizações e explicou por que acredita que todo professor deveria investir em formação continuada.

Mais do que falar sobre inclusão, ela mostrou que ensinar é acreditar no potencial de cada criança e construir caminhos para que esse potencial se desenvolva.

Antes de continuar a leitura, assista à entrevista completa realizada durante o Seminário de Educação Especial Inclusiva + IA.

https://www.youtube.com/watch?v=EpppyIn96Zw

Como nasceu o interesse pela Educação Especial?

Rhema Neuroeducação: Laila, para começarmos, conte um pouco da sua trajetória. Como nasceu o seu interesse pela Educação Especial?

Laila Eveling: A vontade de ser professora sempre fez parte da minha vida. Desde criança eu brincava de escolinha e nunca imaginei seguir outra profissão. Fiz Magistério, depois Pedagogia e iniciei minha carreira na alfabetização. Com o tempo, comecei a conviver com alunos da Educação Especial e percebi que queria compreender melhor como cada criança aprendia. Foi aí que busquei minha especialização e outras formações, como Libras e Braille. Hoje toda a minha atuação está voltada para a inclusão e para o desenvolvimento das potencialidades de cada estudante.

Você sempre imaginou que trabalharia com inclusão?

Rhema Neuroeducação: Em algum momento você imaginou que sua carreira seguiria esse caminho?

Laila Eveling: Não foi algo planejado desde o início. A inclusão foi acontecendo naturalmente durante minha prática docente. Quanto mais eu conhecia esse universo, mais percebia que era ali que eu poderia fazer a diferença. Passei a estudar cada vez mais e encontrei no Atendimento Educacional Especializado um espaço onde consigo contribuir diretamente para o desenvolvimento das crianças e também apoiar outros professores.

Como um vídeo simples alcançou milhões de professores

Além da atuação em sala de aula, Laila também se tornou conhecida nas redes sociais por compartilhar atividades práticas voltadas à Educação Especial. O que começou como um espaço para trocar experiências com outros educadores rapidamente ganhou proporções que ela jamais imaginou.

Rhema Neuroeducação: Hoje você é acompanhada por milhares de professores. Como surgiu a ideia de criar um perfil para compartilhar seu trabalho?

Laila Eveling: O perfil nasceu de uma forma muito espontânea. Eu o criei no dia 29 de janeiro, durante uma viagem, sem qualquer expectativa de alcançar tantas pessoas. Comecei do zero, sem utilizar meu perfil pessoal, apenas publicando atividades que já faziam parte da minha rotina como professora. A intenção era dividir experiências e oferecer ideias que pudessem ajudar outros educadores no dia a dia da sala de aula.

Rhema Neuroeducação: Houve um momento em que você percebeu que seu trabalho havia alcançado um público muito maior?

Laila Eveling: Sim. Uma atividade utilizando massinha de modelar e uma cenoura começou a ser compartilhada por muitos professores. Em pouco tempo, o vídeo ultrapassou milhões de visualizações e passei a receber centenas de mensagens de pessoas pedindo o material. Foi algo totalmente inesperado. Precisei até organizar uma forma automática de enviar os arquivos porque já não conseguia responder individualmente a todos.

O que faz uma atividade simples gerar tanto impacto?

Ao observar os comentários deixados pelos educadores, Laila percebeu que o diferencial não estava na complexidade das propostas, mas justamente no contrário.

Rhema Neuroeducação: Na sua opinião, o que fez seus conteúdos alcançarem tantas pessoas?

Laila Eveling: Uma colega me disse uma frase que marcou muito: "Você consegue mostrar o simples de uma forma prática". Acho que esse é o grande diferencial. São atividades que qualquer professor consegue adaptar à sua realidade, utilizando materiais acessíveis, mas sempre com um objetivo pedagógico bem definido. Quando o educador consegue visualizar como aplicar aquela proposta, ele salva, compartilha e coloca em prática com seus alunos.

Rhema Neuroeducação: Hoje você recebe mensagens apenas de professores brasileiros?

Laila Eveling: Não. Isso foi uma das maiores surpresas. Comecei a receber mensagens em inglês, francês e espanhol de professores, terapeutas, fonoaudiólogos e outros profissionais que também passaram a utilizar as atividades. Percebi que os desafios da inclusão existem em diferentes lugares e que compartilhar conhecimento pode fazer diferença para muitas pessoas.

A Educação Especial é responsabilidade de todos os professores

Durante a entrevista, Laila reforçou uma ideia importante: embora o Atendimento Educacional Especializado desempenhe um papel fundamental, a inclusão acontece, principalmente, dentro da sala de aula regular.

Rhema Neuroeducação: Ainda existe a ideia de que a Educação Especial é responsabilidade apenas do professor do AEE. Como você enxerga essa questão?

Laila Eveling: Eu acredito que todos os professores precisam estudar Educação Especial. O aluno passa a maior parte do tempo com o professor da sala regular e é nesse espaço que a aprendizagem acontece diariamente. Quanto mais preparado esse profissional estiver para compreender as necessidades dos estudantes e adaptar suas estratégias, maiores serão as oportunidades de desenvolvimento para toda a turma.

Rhema Neuroeducação: O que mudou na sua forma de ensinar depois da especialização em Educação Especial?

Laila Eveling: Antes, eu estava muito focada em ensinar conteúdos. Com a formação, passei a entender que muitas crianças precisam desenvolver outras habilidades antes de chegar à leitura, à escrita ou à matemática. Hoje meu planejamento considera aspectos como comunicação, atenção, coordenação motora e autonomia, porque tudo isso faz parte do processo de aprendizagem. Quando o professor compreende esse desenvolvimento, consegue ensinar de forma muito mais significativa.

Toda criança é capaz de aprender. Esse princípio resume não apenas sua trajetória profissional, mas também a forma como enxerga a Educação Especial e o papel do educador na construção de uma escola verdadeiramente inclusiva.

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Cada criança é um mundo. Nós te preparamos para cada uma delas!

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