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TDA: Sinais do TDAH sem Hiperatividade e Estratégias para a Sala de Aula

Entenda quando o TDA é sem o H, quais são os sinais em sala de aula e conheça estratégias práticas para ajudar o aluno a manter o foco.

Imagem de capa do artigo sobre TDAH

Você possui alunos com dificuldade em se concentrar, mas que não são hiperativos? Você sabia que este aluno pode ter TDA sem o H da Hiperatividade?

Existem estratégias específicas para desenvolver este aluno, e identificar o Hiperfoco que ele venha apresentar. Neste conteúdo, vamos falar sobre o que é o TDA, como desenvolver este aluno em sala de aula, qual a importância do professor e ainda, dicas práticas para que este aluno tenha sucesso em sua aprendizagem.

Confira!

Quando o TDA é Sem o H – Quais os Sinais e Estratégias para Sala de Aula

TDA é o termo popularmente usado quando o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) se manifesta sem hiperatividade aparente. Apesar do nome, nem todas as pessoas com o transtorno apresentam agitação motora ou impulsividade visível — e isso costuma gerar dúvidas entre professores, que muitas vezes não reconhecem os sinais em sala de aula.

Apesar disso, a hiperatividade e a impulsividade nem sempre acompanham o TDAH — sua presença não é obrigatória para o diagnóstico.

Por isso, reunimos neste conteúdo os principais sinais desse perfil, o que explica o chamado hiperfoco e estratégias práticas para o professor apoiar esse aluno em sala de aula.

Por que uma pessoa desatenta pode, às vezes, hiperfocar?

Parece um paradoxo dizer que alguém sem concentração pode, em outro momento, estar hiperfocado. Isso acontece porque existem dois mecanismos neurológicos que regulam a atenção.

Um deles está diretamente ligado aos centros motivacionais — áreas mais primitivas do cérebro, em termos evolutivos. Quando surge uma situação externa motivadora, ou algo de que a pessoa gosta muito, esses centros são ativados, o que explica por que não é difícil manter o foco naquilo que interessa. Por outro lado, atividades pouco interessantes ou pouco estimulantes não conseguem, por si só, ativar os centros de recompensa do cérebro.

O hiperfoco pode ser muito vantajoso em meio às dificuldades causadas pelo TDAH sem hiperatividade. Essa capacidade de hiperfocar pode até compensar a tendência à distração em determinadas situações ou atividades.

Por outro lado, algumas situações tendem a dificultar ainda mais a concentração, como:

  • atividades que exigem um nível de concentração muito superior ao esperado para a faixa etária;

  • propostas muito abaixo ou muito acima do nível cognitivo da turma;

  • ambientes desorganizados, que favorecem a dispersão.

Por isso, é essencial que o professor conheça estratégias capazes de despertar o interesse do aluno e sustentar seu foco.

Como o professor pode ajudar o aluno com TDA em sala de aula?

Em algumas situações, estratégias em sala de aula que despertam o cognitivo — como atividades práticas — já ajudam bastante. Em outras, porém, as causas da dificuldade são emocionais.

Questões como a morte de um familiar ou a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo sendo hiperativo, passa a conversar menos, ficando mais quieto e fechado — o que não está relacionado à timidez.

Em outros casos, a causa principal pode ser a dificuldade de acompanhar o ritmo e manter o foco, seja em conversas, aulas ou atividades em que as coisas acontecem muito rápido. Por isso, esses alunos acabam interagindo pouco. Como a velocidade mental costuma ser mais lenta, eles se perdem com facilidade, o que aumenta ainda mais a chance de distração — e distrair-se, nesse contexto, significa buscar outra coisa mais interessante para ocupar a mente.

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do TDA em sala de aula. Entre as estratégias mais eficazes, estão:

  • Evitar salas com excesso de estímulos — deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, já que o movimento da rua ou do pátio se torna um fator de distração;

  • Trabalhar em pequenos grupos, o que favorece a concentração;

  • Canalizar a energia típica da condição para funções práticas em sala, como distribuir e organizar o material das atividades;

  • Manter o tom de voz normal durante momentos de maior tensão, quando o aluno está mais hiperativo, buscando estabelecer o diálogo como primeira alternativa;

  • Reconhecer os momentos de exaustão conforme a duração das tarefas — propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios ajuda o aluno a retomar o trabalho quando estiver mais focado.

Por fim, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras o suficiente e se a rotina não está repetitiva demais.

Estilos de aprendizagem e TDA: o que o professor precisa saber

Ninguém é igual a ninguém — e isso também vale para a forma como cada aluno aprende. Existem diferentes estilos de aprendizagem, também chamados de inteligências:

  • Auditivas — aprendem escutando e memorizando o que ouvem (cerca de 4 a 5% dos alunos);

  • Cinestésicas — precisam colocar a mão na massa para entender, ou seja, a atividade física deve estar bastante presente no processo de aprendizagem (cerca de 20 a 21%);

  • Visuais — representam a maior parte, cerca de 75%, e aprendem observando, visualizando e registrando sinais visuais. Mesmo entre os alunos visuais, existem aqueles que entendem melhor por imagens isoladas (individuais) e aqueles que entendem melhor por grupos de imagens associadas entre si (associativas).

Mais importante do que identificar o estilo de aprendizagem, porém, é garantir que essas crianças estejam em ambientes de trabalho motivadores, com tarefas significativas para elas. É preciso despertar seu interesse e propor desafios adequados.

Durante muito tempo, acreditou-se que o ideal para crianças com TDA seria um ambiente com poucos estímulos, já que tudo costuma chamar sua atenção. Hoje, porém, sabe-se que o mais importante é oferecer uma estimulação adequada — um ambiente estimulante o suficiente para engajar essas crianças, mas organizado de forma que não gere dispersão.

Atividade visual para sala de aula: trabalhando a atenção do aluno com TDA

Atividade com letras

Uma atividade simples e eficaz para trabalhar a atenção visual em sala de aula funciona assim:

  • mostre à criança uma variedade de letras diferentes, incluindo algumas parecidas entre si;

  • peça que ela pinte todas as letras semelhantes à que está em destaque no enquadramento;

  • observe se há dificuldade ou confusão entre letras parecidas — esse pode ser um indício de dislexia a ser investigado.

Além de estimular a atenção, essa atividade ajuda a trabalhar o reconhecimento de letras e permite ao professor identificar sinais que merecem atenção especial.

Considerações finais

Os desafios enfrentados pelo aluno com TDA são muitos, mas o maior impacto é sentido pela própria criança, que é afetada em sua totalidade: pelas críticas e pela desvalorização que recebe de outras pessoas, e pela sensação de não corresponder àquilo que espera de si mesma — e ao que os outros, principalmente no ambiente familiar, esperam dela.

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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas.

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