Setembro Amarelo na Rhema: uma Conversa sobre Saúde Mental
Colobarodores da Rhema receberam a psicóloga Giovana Duarte Macedo para falar sobre saúde emocional e a importância de cuidar de quem cuida no Setembro.
14 de setembro de 20263 min de leitura
Setembro Amarelo é sobre abrir espaço para falar sobre saúde mental, sem tabu e sem julgamento. Por isso, recebemos aqui na Rhema Neuroeducação a psicóloga Giovana Duarte Macedo, que conversou com o nosso time sobre saúde emocional e a importância de cuidar de quem cuida, principalmente dentro do ambiente de trabalho.
Porque antes de formar educadores, a gente também cuida de quem faz a Rhema acontecer todos os dias.
O cuidado começa pela forma como falamos
Giovana abriu a conversa por um ponto que atravessa nosso dia a dia: a forma como usamos termos da psicologia — TDAH, TEA, ansiedade, depressão — como se fossem parte do vocabulário comum. "Nossa, meu TDAH está aí", "fulano deve ser autista, certeza". São frases que ouvimos (e às vezes dizemos) sem perceber o peso que carregam.
Para Giovana, banalizar esses termos banaliza também o sofrimento de quem, de fato, convive com essas condições. O TDAH não é só uma distração passageira, e o TEA não é só timidez — são condições com especificidades reais, que trazem prejuízos concretos para quem as vive e para quem está ao redor.
A reflexão que ela trouxe é simples e direta: a linguagem constrói quem somos e o mundo em que vivemos. Por isso, merece cuidado — o que falamos, como falamos e com quem falamos.
Prevenção é, antes de tudo, prestar atenção
Um dos pontos centrais da conversa foi sobre prevenção ao suicídio. Segundo Giovana, prevenção começa com olhar para as pessoas ao nosso redor de um jeito diferente — e a gente já tem as ferramentas para isso: os próprios sentidos. Perceber se alguém está com a fala confusa, se evita o olhar, se mudou o jeito de cumprimentar, se está mais quieto que o normal. São sinais pequenos, mas que merecem atenção quando se repetem.
Ela também trouxe a história de Pedro e o Lobo como metáfora: quando brincamos com frases como "vontade de morrer" ou "vou me jogar de tal lugar" no automático, corremos o risco de não sermos levados a sério quando, de fato, alguém estiver pedindo ajuda de verdade.
Sair do automático
Durante o encontro, Giovana conduziu um exercício de respiração e percepção corporal com o time — uma pausa guiada para reconectar com sinais simples do corpo: tensão nos ombros, mandíbula cerrada, sede, cansaço. A proposta foi mostrar, na prática, como cuidar da saúde mental também passa por coisas básicas do dia a dia: dormir bem, se alimentar direito, beber água, respirar fundo antes de reagir no automático.
Como ela resumiu: corpo e mente não são separados. Cuidar de um é cuidar do outro.
Pedir ajuda não é fraqueza
Giovana encerrou reforçando um ponto essencial: buscar ajuda profissional — psicólogo, psiquiatra, ou até um acolhimento pastoral para quem tem essa referência — não é sinal de fraqueza, e tomar medicação, quando indicado, também não é motivo de vergonha nem, na maioria dos casos, algo permanente.
A mensagem que ficou para o nosso time foi clara: preste atenção em você e no outro, e saiba que sempre existe uma saída.
Setembro Amarelo: sua vida importa
Setembro Amarelo é sobre isso: abrir espaço para falar sobre saúde mental, sem tabu e sem julgamento. Por isso, recebemos aqui na Rhema a psicóloga Giovana Duarte Macedo, que conversou com o nosso time sobre saúde emocional e a importância de cuidar de quem cuida, principalmente dentro do ambiente de trabalho.
Porque antes de formar educadores, a gente também cuida de quem faz a Rhema acontecer todos os dias.
Precisando conversar com alguém? O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende 24h, todos os dias, pelo 188, pelo chat e por e-mail.
Quer conhecer mais de perto o dia a dia da Rhema e como cuidamos de quem faz tudo isso acontecer? Segue a gente no Instagram da Rhema Neuroeducação.