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O QUE NOS PEDIRIA UMA PESSOA COM AUTISMO?

O QUE NOS PEDIRIA UMA PESSOA COM AUTISMO?

Você como pai, psicólogo ou educador já pensou no que uma criança com autismo adoraria te dizer?

Creio que sim, pois acompanhar o desenvolvimento dessa criança e conhecer sua personalidade nos leva imaginar como seria se ela pudesse verbalizar todos os seus anseios.

As crianças com autismo dão um significado singular e pessoal a tudo que percebem, por isso prestem sempre atenção as informações que dão a elas.

Pois mesmo que ela não verbalize, suas vontades existem e devem ser compreendidas.

 

Sendo assim Angel Rivière escreveu alguns pontos para direcionar essa indagação: O QUE NOS PEDIRIA UMA PESSOA COM AUTISMO? 

  • Ajude-me a entender. Organize meu mundo e ajude-me a antecipar o que vai acontecer. Dê-me ordem, estrutura e não caos.
  • Não se angustie comigo, porque angustio. Respeite o meu ritmo. Você sempre poderá se relacionar comigo, se compreender minhas necessidades e meu modo especial de entender a realidade. Não se deprima, o normal é que eu avance e me desenvolva cada vez mais.
  • Não fale muito ou muito rápido, as palavras são “ar” que não pesam para você, mas podem ser uma carga muito pesada para mim, muitas vezes esta não é a melhor maneira de interagir comigo.
  • Como outras crianças, como outros adultos, preciso compartilhar o prazer e gosto de fazer as coisas bem, embora nem sempre eu consiga. Deixe-me saber, de alguma forma, quando eu fiz as coisas bem e ajude-me a fazê-las sem falhas. Quando erro muito me sucede que te que te irritei e, por isso, nego-me a fazer as coisas.
  • Preciso de mais ordem do que você, mais previsibilidade no meu meio do que você. Temos que negociar meus rituais para conviver.
  • Parece-me difícil de entender o significado de muitas das coisas que me pedem para fazer. Ajude-me a compreendê-lo.
  • O que eu faço não é contra você. Quando eu tenho uma birra eu me bato, se eu destruir algo ou me movo muito, quando é difícil entender ou fazer o que me pedem, não estou tentando prejudicá-lo.
  • Meu desenvolvimento não é absurdo, embora não seja difícil de entender, tem sua própria lógica e muito dois comportamentos que chamam de “alterados” são formas de enfrentar o mundo do meu jeito especial de ser e perceber. Faça um esforço para me entender.
  • As outras pessoas são muito complicadas. Meu mundo não é fechado e complexo, mas simples. Embora pareça estranho o que digo, meu mundo é tão aberto, Tão Sem Rodeios nem mentiras, tão ingenuamente exposto aos demais, que parece difícil de penetrá-lo. Não vivo em uma “fortaleza vazia”, mas numa planície tão aberta que pode parecer inacessível. Eu tenho muito menos complicações do que as pessoas que são consideradas normais.
  • Não me peça sempre as mesmas coisas nem exija de mim as mesmas rotinas. Você não tem que se fazer de autista para me ajudar. O autista sou eu, não você!
  • Eu não sou apenas autista. Eu também sou uma criança, um adolescente ou um adulto. Compartilho muitas coisas das crianças, adolescentes ou adultos que são chamados de “normais”. Eu gosto de brincar e de me divertir, eu amo meus pais e as pessoas próximas, sinto-me satisfeito quando faço as coisas bem. É mais o que compartilhamos do que aquilo que nos separa.
  • Vale a pena viver comigo. Eu posso lhe dar tantas satisfações como as outras pessoas, mas não são as mesmas. Pode chegar um momento em sua vida em que eu, que sou autista, seja sua maior ou melhor companhia.
  • Não me afete quimicamente. Se te disseram que tenho que tomar uma medicação, procure que seja revisada periodicamente pelo especialista.
  • Nem meus pais nem eu temos a culpa do que acontece comigo, nem os profissionais que me ajudam. Não serve de nada culpar uns aos outros. Às vezes, minhas reações e comportamentos podem ser difíceis de entender ou lidar, mas não é culpa de ninguém. A ideia de “culpa” não produz mais que sofrimento em relação ao meu problema.
  • Não me peça constantemente coisas acima do que sou capaz de fazer. Mas, peça-me o que posso fazer. Dê-me ajuda para ser mais autônomo, para compreender melhor, mas não me dê ajuda demais.
  • Você não tem que mudar completamente sua vida pelo fato de viver com uma pessoa autista. Para mim, não serve de nada que você esteja mal, que se feche e se deprima. Preciso de estabilidade e bem-estar emocional ao meu redor para estar melhor. Pense que seu parceiro não tem culpa do que acontece comigo.
  • Ajude-me com naturalidade, sem se transformar em uma obsessão. Para ser capaz de me ajudar, você deve ter seus momentos, em que você repousa ou se dedica a suas próprias atividades. Aproxime-se de mim, não se vá, mas não se sinta como submetido a um peso insuportável. Na minha vida, houve momentos ruins, mas posso estar cada vez melhor.
  • Aceite-me como sou. Não condicione sua aceitação somente se eu deixar de ser autista. Seja otimista, sem fazer “novelas”. Minha situação costuma melhorar, mas por enquanto não tenho cura.
  • Embora seja difícil de conversar comigo ou eu não compreenda as sutilezas sociais, tenho também algumas vantagens em comparação com o que você diz “normal”. É difícil para mim a comunicação, mas eu não engano. Não compreendo as sutilezas sociais, mas também não participo das duplas intenções ou sentimentos perigosos, tão comuns na vida social. Minha vida pode ser satisfatória se for simples, ordenada e tranquila e não se me pede constantemente apenas aquilo que é mais difícil. Ser autista é um modo de ser, embora não seja normal. Minha vida como autista pode ser tão feliz e satisfatória como a sua “normal”. Nessas vidas, podemos chegar a encontrar e compartilhar muitas experiências.

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Grupo Rhema Educação

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