Acessibilidade:

Desenvolvimento da Comunicação no Autismo

ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO NO AUTISMO

Olá professor, tudo bem?

Como já sabemos a comunicação em nossa sociedade é algo extremamente importante.

Nos comunicamos o tempo todo, através de sentimentos, sensações, transmitimos informações, enfim, proporcionamos a troca de dados entre pessoas de diferente tradições e localidades.

Uma das características no AUTISMO é a deficiência na linguagem, pois este caracteriza-se de forma verbal e não-verbal, trazendo grandes prejuízos no desenvolvimento dos nossos pequenos.

E você professor sabe identificar quando isso ocorre? E quais estratégias você tem usado para auxiliar este aluno no processo de desenvolvimento da comunicação?

Boa leitura!

A COMUNICAÇÃO NO AUTISMO

Podemos conceituar como linguagem uma capacidade restrita aos seres humanos de expressar sentimentos, sensações, transmitir informações, opiniões ou mesmo expressar desejos, proporcionando a troca de dados entre pessoas de diferentes tradições e localidades.

A linguagem em si define-se em dois tipos: a linguagem verbal e a linguagem não verbal.

Já a fala é a expressão sonora da linguagem, é a movimentação coordenada entre a expiração do ar com a musculatura oral.

Uma das características diagnóstica central do autismo é a deficiência na linguagem, com base em relatos de pais algumas crianças autistas perdem a capacidade de linguagem após um período de desenvolvimento normal.

Segundo Prizant,1996 estimativas sugerem que 50% dos autistas não adquirem linguagem como comunicação.

Sendo assim crianças autistas podem variar no desenvolvimento da linguagem, mas todas têm dificuldades de comunicação, sendo que umas: fala receptiva e expressiva mínima e outras desenvolvem habilidades de linguagem.

Elaboradas, mas ambas têm dificuldade em entender a complexidade das comunicações sociais.

Com relação à comunicação e à linguagem, Jones (2002) refere que os alunos com transtorno do espectro autista:

  • Inicia muito pouco a comunicação com os outros.
  • Podem não compreender o propósito da comunicação.
  • Podem não demonstrar ou compartilhar interesses com os outros.
  • Fazem uso limitado ou inadequado de gestos, contato visual, expressões faciais ou linguagem corporal.
  • Podem ter um bom vocabulário e falar fluentemente, mas não se comunicar de maneira eficaz.
  • Tem dificuldade em entender mensagens não explícitas.
  • Dificuldade para compreender e utilizar comunicação não-verbal e verbal.
  • Dificuldade para compreender sentimentos comportamentos sociais – o que afeta sua capacidade de interação com crianças e adultos.
  • Dificuldade para pensar e se comportar flexivelmente – o que fica evidente em atividades restritas, obsessivas ou repetitivas.
  • Tem dificuldade para generalizar habilidades e para se adaptar a novas situações, e geralmente preferem a rotina.
  • Baixo limiar de frustração, desestabilizam-se facilmente diante de expectativas não concretizadas ou obstáculos.
  • Tem dificuldade de imitação, de simbolização, de brincar de faz-de-conta.
  • Brincam de maneira pouco convencional.
  • Criatividade e capacidade imaginativa restrita.
  • São pensadores literais e tem dificuldade para entender o contexto social.
  • Tem expressões de humor descontextualizadas.
  • Riem ou choram sem motivo aparente.
  • Recusam e sentem desconforto ao contato corporal.
  • Apresentam estereotipias motoras.

Mediante a essas dificuldades, podemos ensinar competências de comunicação ao autista como: Encorajar a criança na linguagem social, falar com a criança ao nível de sua idade linguística, usar desenhos e contar histórias, entoar cantilenas, realizar jogos, usar fantoches, jogos de associação.

Temos um curso 100% ONLINE sobre o Transtorno do Espectro Autista.
CLIQUE AQUI e saiba mais. 

Continue lendo

Lei de inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas

Por muitos anos, alunos com necessidades especiais conviveram com os déficits do sistema educacional, cuja tendência era a sua exclusão […]

O que é Disgrafia e estratégias para trabalhar com o aluno disgráfico

Mesmo com um nome incomum para a maioria da população, a Disgrafia é uma dificuldade enfrentada por diversas pessoas. Trata-se […]

Comorbidades do TDAH: O Que Todo Professor Precisa Saber?

As comorbidades do TDAH são mais comuns do que se imagina. Alguns estudos indicam que alunos com esse diagnóstico também […]

Lei de inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas
Por muitos anos, alunos com necessidades especiais conviveram com os déficits do sistema educacional, cuja tendência era a sua exclusão do processo. Afinal, se de um lado as escolas não recebiam esses estudantes; por outro, os educadores não estavam preparados para lidarem com os desafios de uma criança ou adolescente...
O que é Disgrafia e estratégias para trabalhar com o aluno disgráfico

Mesmo com um nome incomum para a maioria da população, a Disgrafia é uma dificuldade enfrentada por diversas pessoas. Trata-se […]

Comorbidades do TDAH: O Que Todo Professor Precisa Saber?

As comorbidades do TDAH são mais comuns do que se imagina. Alguns estudos indicam que alunos com esse diagnóstico também […]