Rhema ao vivoO caso completo do Autismo: da Avaliação à Intervenção Clínica23 Set

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Avaliação do TOD: quais os principais instrumentos utilizados?

Entenda como funciona a avaliação do TOD, os principais instrumentos utilizados e por que o diagnóstico correto é essencial para a criança.

Menino sentado em uma carteira escolar, apoiando a cabeça na mão e olhando para baixo, com expressão de desânimo ou desatenção. Sobre a mesa, há folhas e lápis de cor.

A avaliação do TOD (Transtorno Opositivo Desafiador) é uma etapa fundamental para garantir um diagnóstico preciso e conduzir da melhor forma o desenvolvimento da criança.

Seja você um educador ou familiar que convive com uma criança com este transtorno, é normal que diversas dúvidas surjam quanto aos vários aspectos que envolvem o TOD.

Dessa forma, realizar a avaliação correta é fundamental. Afinal, é a partir dela que a condução do transtorno e a elaboração das intervenções de maneira assertiva ajudarão estes pequenos a obterem o desenvolvimento pleno.

Neste artigo, vamos entender melhor como funciona a avaliação do TOD e quais são os principais instrumentos utilizados. Continue lendo!

Por que a avaliação do TOD é importante?

Primeiramente, é importante ressaltar que avaliar o TOD não é uma tarefa fácil, pois este transtorno pode ser confundido, muitas vezes, com o TDAH e o TEA.

Além disso, é comum que as pessoas enxerguem a rebeldia e a teimosia como comportamentos inerentes de qualquer criança. Mas a verdade é que não é bem assim.

Apesar de os pequenos passarem, sim, por esta fase, não é normal que estes comportamentos interfiram negativamente no convívio com os familiares, a escola e a sociedade que os cercam.

Assim, uma avaliação do TOD bem conduzida permite:

  • Preservar a criança quanto a estigmas equivocados;

  • Obter precisão no diagnóstico;

  • Planejar as intervenções de forma objetiva.

Quais instrumentos são utilizados na avaliação do TOD?

Para realizar a avaliação do TOD e garantir um diagnóstico preciso, diversas ferramentas podem ser utilizadas, como:

  • Escalas;

  • Questionários;

  • Entrevistas;

  • Testes psicológicos;

  • Observação;

  • Técnicas psicopedagógicas (aspectos cognitivos, ludicidade, projetivas);

  • Exames neurológicos.

Além disso, durante essas avaliações, existem dois grupos de variáveis que devem ser analisadas: as variáveis de comportamentos específicos e as variáveis referentes às implicações do TOD.

Enquanto o primeiro grupo se concentra na avaliação de questões como humor irritável, impulsividade e agressividade, o segundo grupo avalia o contexto escolar e familiar dessa criança, procurando entender se ela sofre bullying, apresenta dificuldades escolares, baixa autoestima e ansiedade, e como são suas relações interpessoais nestes ambientes.

Instrumentos para os comportamentos específicos do TOD

Para avaliar os comportamentos específicos do TOD, são utilizadas ferramentas como:

  • Protocolo de Observação baseado nos critérios do DSM-V;

  • Oppositional Defiant Disorder Rating Scale – ODDRS;

  • Escala de Avaliação de Comportamentos Disruptivos para Pais e Professores;

  • Escala de Disrupção Escolar professada pelos Alunos (EDEP);

  • CBCL – Child Behaviour Checklist (Inventário de Comportamentos para Crianças e Adolescentes de 6 a 18 anos);

  • DISC – Diagnostic Interview Schedule for Children;

  • BASC 2 – Behaviour Assessment System for Children.

Instrumentos para as implicações do TOD

Já em relação às variáveis referentes às implicações do TOD, os instrumentos mais comuns utilizados são:

  • Roteiro SCAS – Ansiedade Infantil;

  • Escala de Autoestima de Rosenberg;

  • Questionário Scan Bullying;

  • Escala de Disrupção Escolar professada pelos Alunos (EDEP).

Como aplicar esse conhecimento na prática?

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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas.

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