Aprendizagem no TEA, Sou Professor Como Posso Ajudar?
19 de setembro de 20195 min de leitura
Olá
professor tudo bem?
Seu aluno
TEA tem dificuldades com a rotina da escola, com a aprendizagem e até mesmo com
os relacionamentos?
É comum
que as crianças com autismo apresentem estas dificuldades, porém é preciso
saber que eles não aprendem de forma tradicional, é preciso ter estratégias diferenciadas
para este aluno.
Pois muitas
vezes a dificuldade não está na aprendizagem em si, e sim na forma como ela
acontece.
Pensando
neste importante assunto, nós resolvemos falar um pouco sobre as dificuldades dos
alunos TEA, e do professor na hora de ensinar. Confira dicas e estratégias para
que seja valorizado todo o potencial deste aluno e claro, do professor!
Vamos
ler?
APRENDIZAGEM
NO TEA, SOU PROFESSOR COMO POSSO AJUDAR?
Pessoas
com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem enfrentar diversos desafios,
especialmente quando se trata de aprender. Porém, muitas vezes a dificuldade
não está na aprendizagem em si, e sim na forma como ela acontece.
Existem muitos
fatores que influenciam no relacionamento da criança consigo mesma, com o
ambiente em que está e com seus colegas de classe:
Interação social comprometida;
Comunicação que nem sempre apresenta efetividade;
Estereotipias;
Hipersensibilidade;
Interesse profundo a um determinado assunto;
Outros.
É
comum que crianças com autismo apresentem dificuldades em aprender de formas
tradicionais. Isso acontece simplesmente porque seus cérebros processam as
informações de maneira diferente do que o de crianças neurotípicas.
O que
é primordial nesse processo é estabelecer uma comunicação entre os pais e os
professores, considerando que nesse estágio o acompanhamento médico já deva ter
sido feito. Somente com uma equipe muito bem preparada e orientada,
este aluno aprenda e se desenvolva com qualidade.
A
conquista do professor
O laço
entre professor e aluno, em todos os processos de aprendizagem é muito
importante, e tratando-se de um aluno autista, isto precisa ser reforçado. É
ideal que os pais, conheçam antes o professor, tenha afinidades e antes mesmo
da rotina de aula, este aluno também conheça este professor.
Comece de
forma sutil, mostre que você está ali para ajudá-lo em todos os desafios. Uma
dica de sucesso nesse quesito é a comunicação utilizada. É aconselhável que o
professor utilize uma linguagem que seja clara, objetiva e sem conotações.
Outro fator
fundamental, é a preparação do ambiente escolar, preparar esta escola para este
aluno, para que ele sinta-se a vontade e não arredio com uma sala de aula que
não tenha muitos estímulos visuais; identificação dos objetos e as tarefas que
mais despertem interesse ao pequeno; e também colocá-lo em um local que tenha o
mínimo de ruídos externos, pois alunos TEA possuem sensibilidade extrema a
ruídos.
Como prender
a atenção deste aluno?
A permanência de um aluno autista em
sala de aula pode parecer um grande desafio para o professor, porém não é impossível,
é necessário acabar com o preconceito de que o aluno não presta atenção e não aprende
e pode ser de difícil relacionamento.
O professor pode começar com a sua
linguagem mais clara e mais objetiva com este aluno, também vai ser necessário adaptar
não só o ambiente, mas as provas, tarefas e avaliações também.
Propor atividades que estimulem a
suas habilidades e o seu interesse, existem alunos autistas que são
completamente organizados em um item ou têm total predisposição para o conhecimento.
Ao notar alguma facilidade do aluno, e preciso explorá-la e trabalha-la com
riqueza. O professor também deve saber que este aluno tem a personalidade
forte, no que diz respeito aos interesses, mas o papel do educador,
então, é estimular a criança através de atividades que estejam relacionadas com
o interesse do pequeno.
Dicas para ensinar
Invista na comunicação visual prefira explicar
e ilustrar conteúdos apoiando-se em figuras, quadros, fotos, objetos reais e
demonstrações físicas.
Divida as tarefas em sua
complecidade, começando pela mais fácil e deixando a mais difícil para o final – isso eleva a autoestima do aluno e o
estimula a continuar engajado na atividade. Você pode também optar por começar
com atividades que você já sabe que o aluno gosta mais, e ir introduzindo
aos poucos as atividades que ele tem mais resistência.
Observe se existe sobrecarga sensorial – ofereça exercícios físicos, massagens ou objetos
de conforto de forma a auxiliar o processamento sensorial.
Divida as atividades, exercícios e
tarefas em partes – em vez de
pedir que o aluno faça, por exemplo, cinco operações matemáticas ou
escreva dez frases de uma vez, sugira primeiro que ele comece com duas ou três.
Invista em outras questões
A questão de ser um modelo social
para o aluno autista é muito importante. Ele vai observar como você se comporta
e como sente as convide os outros alunos a também agirem dessa forma – dê
exemplos de respostas sociais esperadas em situações cotidianas e mostre
claramente as emoções que as pessoas sentem em determinadas situações. Dê importância na troca de informações com a família e com os
outros profissionais que auxiliam o aluno – mantenha anotações detalhadas na agenda diária do
aluno e converse com a família sobre habilidades adquiridas e desafios
encontrados no dia a dia.
E por fim, não tenha medo de errar, tente
encontrar os caminhos que funcionam melhor com cada aluno, lembrando que as
crianças com autismo podem diferir bastante entre si, e acredite em você e no
potencial do seu aluno.
Quer saber mais dicas como esta?
Precisa de mais estratégias para ensinar este aluno e até mesmo aplicar na sua
rotina em sala de aula?
Conheça agora mesmo a capacitação on-line que o Grupo Rhema preparou para você, com conteúdos práticos e atuais para você desenvolver seus pequenos. Clique aqui e confira agora mesmo.