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Psicomotricidade Infantil: como ela impacta a aprendizagem?

A psicomotricidade é uma ciência baseada em evidências que estuda a relação entre corpo, movimento, emoções, cognição e aprendizagem. Dentro dessa área, existe a neuropsicomotricidade, um campo que investiga como o cérebro organiza e desenvolve habilidades fundamentais para o desenvolvimento infantil.

Além disso, compreender a psicomotricidade é essencial para professores, psicopedagogos e profissionais que atuam com inclusão escolar. Afinal, muitas dificuldades observadas em sala de aula podem estar relacionadas ao desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

O que é psicomotricidade?

A psicomotricidade é uma ciência que estuda o ser humano por meio do movimento corporal. Isso significa que ela considera não apenas o aspecto motor, mas também os fatores cognitivos, emocionais, sociais e ambientais envolvidos no desenvolvimento.

Nesse sentido, o movimento deixa de ser apenas uma ação física e passa a representar uma importante ferramenta de aprendizagem e interação com o mundo.

Além disso, a psicomotricidade contribui diretamente para:

  • Organização corporal
  • Coordenação motora
  • Atenção e concentração
  • Desenvolvimento emocional
  • Autonomia
  • Aprendizagem escolar
  • Interação social

Portanto, trabalhar a psicomotricidade na escola e nos atendimentos especializados favorece o desenvolvimento integral da criança.

O que é neuropsicomotricidade?

A neuropsicomotricidade é uma área de estudo dentro da psicomotricidade que observa, principalmente, a função neurológica do indivíduo.

Ou seja, ela busca compreender como o cérebro aprende, processa informações e desenvolve habilidades cognitivas, motoras, emocionais e sociais ao longo da infância.

Além disso, a neuropsicomotricidade considera que cada criança possui um ritmo próprio de desenvolvimento. Por isso, as intervenções precisam respeitar as possibilidades neurológicas e biológicas de cada faixa etária.

Quais habilidades são trabalhadas na neuropsicomotricidade?

Dentro da neuropsicomotricidade, existem sete habilidades básicas do neurodesenvolvimento que são fundamentais para a aprendizagem e para a organização funcional da criança.

Tônus

O tônus muscular está relacionado à sustentação do corpo e à preparação para os movimentos. Sendo assim, alterações nessa habilidade podem impactar postura, coordenação e resistência física.

Equilíbrio

O equilíbrio permite estabilidade corporal durante movimentos e deslocamentos. Essa habilidade é essencial para atividades motoras e para a organização corporal no espaço.

Lateralização

A lateralização está ligada à definição dos lados do corpo e à dominância motora. Ela influencia diretamente habilidades importantes como leitura, escrita e orientação espacial.

Somatognosia

A somatognosia refere-se à consciência corporal, ou seja, à capacidade de reconhecer o próprio corpo e suas partes.

Percepção espaço-temporal

Essa habilidade ajuda a criança a compreender espaço, tempo, direção, velocidade e sequência de ações.

Praxia global

A praxia global envolve movimentos amplos e coordenados, como correr, pular, subir e descer.

Praxia fina

Já a praxia fina está relacionada aos movimentos mais precisos, especialmente aqueles utilizados em atividades como desenhar, recortar e escrever.

A importância do desenvolvimento da psicomotricidade na infância

Cada idade biológica apresenta possibilidades específicas de desenvolvimento. Isso significa que existem habilidades que a criança só conseguirá adquirir quando estiver neurologicamente preparada.

Por esse motivo, é fundamental respeitar o desenvolvimento infantil e utilizar referências normativas fundamentadas na neurociência e na psicomotricidade.

Por exemplo, não é possível exigir que uma criança de poucos meses execute movimentos complexos sem que ela tenha desenvolvido habilidades básicas anteriores.

Além disso, quando o profissional compreende essas etapas, consegue planejar intervenções mais assertivas e coerentes com a realidade da criança.

Como o ambiente influencia o desenvolvimento infantil?

Antigamente, muitas habilidades neuropsicomotoras eram desenvolvidas naturalmente por meio das brincadeiras ao ar livre. Ou seja, as crianças subiam em árvores, corriam, pulavam, brincavam na rua e exploravam diferentes estímulos corporais diariamente.

Atualmente, muitas dessas experiências diminuíram. Consequentemente, várias crianças chegam à escola com repertórios motores reduzidos. Por isso, a escola e os atendimentos clínicos passaram a ter um papel ainda mais importante no desenvolvimento neuropsicomotor.

Nesse contexto, é necessário proporcionar oportunidades que favoreçam por exemplo:

  • Movimento corporal
  • Exploração do espaço
  • Coordenação motora
  • Planejamento motor
  • Organização corporal
  • Interação social

Do simples para o mais complexo: por que isso importa?

Na psicomotricidade, existe uma regra fundamental: todo movimento deve partir do simples para o mais complexo. Isso significa que a criança precisa dominar habilidades básicas antes de realizar tarefas mais elaboradas.

Por exemplo, antes de pular amarelinha, ela precisa aprender a pular com os dois pés de forma organizada e coordenada. Da mesma forma, antes da escrita, a criança precisa desenvolver:

  • Coordenação motora fina
  • Organização espacial
  • Controle postural
  • Consciência corporal
  • Planejamento motor

Logo, quando essas bases não estão consolidadas, as dificuldades escolares podem aparecer com mais intensidade.

A importância da adaptação pedagógica

Na prática escolar, nem sempre o planejamento acontecerá exatamente como o professor imaginou. Isso porque cada criança possui necessidades, repertórios e tempos diferentes de aprendizagem.

Além disso, muitas crianças precisam de previsibilidade e adaptações para conseguir participar das atividades com mais segurança.

Por isso, o professor precisa desenvolver um olhar flexível e compreender que adaptar não significa diminuir a aprendizagem, mas criar caminhos possíveis para que ela aconteça.

Como desenvolver habilidades neuropsicomotoras na prática?

Antes de qualquer intervenção, é essencial conhecer a criança e validar as informações trazidas pela família durante a anamnese e as entrevistas. Esses dados ajudam o profissional a identificar por exemplo:

  • Repertório atual
  • Nível de suporte
  • Forma de brincar
  • Habilidades já adquiridas
  • Necessidades específicas

A partir disso, é possível planejar atividades mais adequadas e funcionais. Uma estratégia bastante utilizada são os circuitos neuropsicomotores, que combinam diferentes habilidades em uma mesma proposta prática.

Além disso, atividades lúdicas e organizadas favorecem maior engajamento da criança e ampliam as possibilidades de aprendizagem.

Conclusão

Compreender a psicomotricidade e a neuropsicomotricidade é fundamental para profissionais que desejam promover desenvolvimento, inclusão e aprendizagem de forma mais assertiva. Afinal, o movimento está diretamente ligado à construção das habilidades cognitivas, emocionais e sociais da criança.

Logo, se você quer se destacar na atuação com o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças e conquistar reconhecimento por aplicar práticas educacionais inovadoras, a Pós-Graduação em Neuropsicomotricidade da Rhema Neuroeducação é o caminho ideal.

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