Atividades Adaptadas para Alunos com TEA
Alunos com TEA precisam de estratégias pedagógicas que respeitem suas formas de comunicação, aprendizagem e interação social. Por isso, as atividades adaptadas para alunos autistas não devem ser exatamente as mesmas aplicadas aos demais estudantes, já que cada criança possui necessidades específicas dentro do processo educacional.
O que você vai encontrar neste artigo:

No entanto, isso não significa excluir as outras crianças em detrimento daquela que vive com o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pelo contrário: as adaptações existem para promover participação, acessibilidade e inclusão dentro da sala de aula.
Afinal, a educação inclusiva é um direito e precisa garantir que todos os alunos aprendam de maneira significativa.
Como adaptar atividades alunos com TEA?
A princípio, uma das atitudes mais indicadas é considerar o ‘aluno’ e suas dificuldades, sua vivência e tudo aquilo que pode simbolizar um desafio para ele. Nesse sentido, é aconselhável direcionar o perfil do aluno e não o espectro do autismo que ele manifesta.
Assim, vocês podem fazer uma espécie de levantamento acerca dos pontos principais que a criança carrega em sua personalidade. Porém, isso vai ser possível por meio de um trabalho de cooperação entre a família do aluno, os terapeutas e a coordenação pedagógica.
Dessa forma, a comunicação existente deve ser eficaz e eficiente para a proposição de uma didática que venha ao encontro das necessidades em questão. A aprendizagem e o desenvolvimento psicopedagógico e social do aluno com autismo é fundamental.
Como começar essas adaptações?
Primeiramente, o educador não pode e nem consegue começar uma adaptação do zero. Ou seja, existem estratégias fundamentadas pela ciência e que comprovam a eficácia em sua abordagem.
O ato de adaptar toda uma rotina pedagógica representa um passo determinante na busca pela aprendizagem dos alunos com TEA. Com efeito, eles conseguem se superar diante de cada obstáculo surgido.
Assim sendo, as atividades adaptadas para alunos com TEA podem estar incluídas em abordagens e ciências já conhecidas de muitos profissionais da educação – como o AEE (Atendimento Educacional Especializado) e a ABA (Applied Behavior Analysis – Análise Comportamental Aplicada).
Com isso, o trabalho realizado por vocês, professores, tende a ser amplamente bem-sucedido, em função das propostas que visam a nortear o ensino.
Nesse sentido, tanto o AEE quanto a ABA são excelentes para focar na individualidade da criança com TEA, considerando particularidades que são trabalhadas. A propósito, o trabalho com esse aluno só será possível a partir do conhecimento prévio de suas peculiaridades.

Como criar atividades adaptadas para alunos com TEA?
Antes de tudo, uma estratégia que pode vir ao encontro da demanda educacional do aluno é quando vocês utilizam assuntos do interesse da criança e adaptam essas abordagens para o contexto pedagógico.
Por exemplo, se o pequeno demonstrar uma verdadeira obsessão por aviões, esse importante elemento pode ser usado para otimizar as aulas.
Além disso, o plano de intervenção é fundamental para propor atividades adaptadas para alunos autistas e que façam jus às necessidades da criança. No entanto, é importante que esse planejamento seja claro e aborde todas as demandas educacionais do aluno.
Inclusive, existem outras sugestões:
- Conhecer o contexto familiar do pequeno;
- Entender quem é o aluno;
- Jamais forçar a criança a fazer atividades que ela não queira;
- Focar apenas no que desperta o brilho nos olhos;
- Propor atividades em que todos os alunos participem, mesmo aquelas adaptadas.
Como otimizar o trabalho em sala de aula?
O TEA caracteriza uma condição do neurodesenvolvimento com características bastante diversificadas. No entanto, esses sintomas interferem direta e indiretamente na condição do aluno.
Dessa forma, os educadores não têm o conhecimento de todas as técnicas terapêuticas que possam auxiliar a criança no contexto amplo do autismo. Isso exige que os professores atuem em conjunto com especialistas da área psicopedagógica, por exemplo.
Como aprofundar o conhecimento no TEA?
Os profissionais da educação têm a chance de adquirir conhecimentos que podem contribuir para uma abordagem mais aprofundada acerca do autismo e dos desafios que acompanham as crianças. Para isso, nada melhor que a imersão em conteúdos e práticas cujos resultados serão o domínio do tema e a segurança em aplicar as estratégias com os alunos.
Diante da urgência de uma sala de aula mais plural e inclusiva, compreender o TEA deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade dentro da educação. Por isso, se você deseja aprofundar esse olhar, conhecer estratégias práticas e entender como atuar de forma mais segura com alunos autistas, acesse o conteúdo de Tudo Sobre a Pós em Transtorno do Espectro Autista – TEA.
