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6 Dicas Práticas para Incluir Alunos com Disfasia

Você já percebeu que um aluno, mesmo sendo muito esperto, tem dificuldades na comunicação? Como aquela criança que entende tudo o que você fala, mas quando tenta responder, trava? Isso pode ser disfasia! Alunos com disfasia enfrentam desafios na linguagem que impactam seu aprendizado.

criança na sala de aula com cara de não compreensão e de confusa sem entender o que o professor está falando

A disfasia é um transtorno da linguagem que afeta a capacidade de compreender e expressar-se verbalmente. Dessa forma, como educadores, precisamos identificar esses desafios e aplicar estratégias que tornem a sala de aula mais inclusiva. Neste blog, você aprenderá mais sobre disfasia e conhecerá dicas práticas para apoiar seus alunos. Vamos juntos nessa jornada?

O que você vai ver?

Alunos com Disfasia: Saiba o que é

A disfasia é um transtorno da linguagem que se manifesta desde a infância, comprometendo a capacidade de compreensão e expressão oral.

Principais Características da Disfasia:

  • Dificuldade persistente em aprender e usar a linguagem, sem causa sensorial ou ambiental;
  • Desafios no armazenamento e recuperação de palavras, resultando em “brancos” na comunicação;
  • Problemas na construção de frases e no uso de pronomes;
  • Atraso na aquisição da linguagem, podendo demorar mais para começar a falar.

Dessa maneira, essa condição afeta diretamente a interação da criança na sala de aula, dificultando sua participação e compreensão das atividades.

Alunos com Disfasia e Afasia: Qual a Diferença?

Muitos confundem disfasia com afasia, e essa confusão pode impactar diretamente a forma como lidamos com essas condições. Embora ambos sejam transtornos da linguagem, há uma diferença fundamental entre eles, e compreendê-la é essencial para oferecer o suporte adequado aos alunos. Vamos esclarecer essas distinções para que você possa atuar de forma mais eficiente na inclusão desses alunos.

  • Disfasia: Presente desde a infância, sendo um transtorno do desenvolvimento da linguagem.
  • Afasia: Ocorre após uma lesão cerebral (como um AVC), afetando uma linguagem que já havia sido adquirida.

Por isso, saber diferenciar esses transtornos é essencial para garantir o suporte adequado a cada aluno. Desse modo, com um entendimento claro das diferenças, os educadores podem adotar abordagens mais eficazes e proporcionar um ambiente de aprendizagem mais inclusivo!

Tipos de Alunos com Disfasia e Como Identificar

A disfasia pode se manifestar de diferentes formas, o que pode tornar sua identificação desafiadora para educadores. No entanto, compreender essas variações é fundamental para oferecer o suporte adequado aos alunos. Existem três tipos principais de disfasia, cada um com características específicas:

  1. Disfasia Expressiva: O aluno compreende a linguagem, mas tem dificuldades para se expressar verbalmente. Pode ficar frustrado por saber o que quer dizer, mas não conseguir verbalizar.
  2. Disfasia Receptiva: Dificuldade na compreensão da linguagem falada. A criança pode parecer desatenta, pois as palavras lhe soam embaralhadas.
  3. Disfasia de Sintaxe (ou de Condução): A criança forma frases de maneira fragmentada, sem organização lógica.

Outras variações incluem:

  • Disfasia Fonológica-Sintática: Dificuldade na articulação dos sons e na formação de frases.
  • Disfasia Léxico-Sintática: Vocabulário reduzido, limitando a expressão verbal.
  • Disfasia Semântico-Pragmática: Problemas para utilizar as palavras adequadamente e entender o contexto das conversas.

O Papel do Professor e da Escola no Processo de Diagnóstico de Alunos com Disfasia

O diagnóstico da disfasia deve ser feito por um neuropediatra, que irá encaminhar a criança para a intervenção adequada, uma vez que esse especialista é responsável por avaliar o desenvolvimento da linguagem e indicar os melhores caminhos para auxiliar a criança a superar seus desafios.

No entanto, antes mesmo dessa avaliação médica, os professores desempenham um papel essencial na identificação dos primeiros sinais de dificuldade. Dessa forma, como educadores, estando em contato direto com os alunos diariamente, isso permite perceber padrões, comportamentos e dificuldades que podem indicar a presença da disfasia. Caso perceba que um aluno:

  • Tem dificuldade para formar frases;
  • Não compreende instruções simples;
  • Apresenta um vocabulário reduzido;

Converse com a família e sugira uma avaliação especializada. Quanto antes for identificado, melhor!

6 Dicas Práticas para Incluir Alunos com Disfasia

Agora que você compreendeu melhor a disfasia, veja estratégias que podem transformar sua sala de aula:

1. Conheça o Perfil do Aluno

Antes de qualquer coisa, é essencial entender o nível de disfasia que a criança tem. Sendo assim, converse com os pais, com os profissionais da saúde que acompanham o aluno e tente descobrir quais são as maiores dificuldades e também as habilidades que ele já tem. Logo, isso ajudará a criar estratégias mais assertivas para auxiliá-lo na aprendizagem.

2. Adapte o Material Didático

O material padrão pode não funcionar para todos os alunos. Por isso, para crianças com disfasia, é importante apostar em recursos visuais como imagens, gráficos, vídeos e pictogramas, que ajudam a tornar a informação mais acessível e compreensível. Sempre que possível, simplifique os textos e utilize exemplos concretos para reforçar o aprendizado.

3. Simplifique as Instruções

Instruções longas ou complexas podem confundir o aluno. Desse modo, divida as tarefas em passos menores e explique uma coisa de cada vez. Além disso, utilize frases curtas e diretas, sempre verificando se o aluno compreendeu antes de seguir para a próxima etapa. A repetição também é fundamental para a fixação do conteúdo.

4. Use Técnicas de Modelagem

Demonstrar o que precisa ser feito é mais eficaz do que apenas explicar verbalmente. Dessa forma, use gestos, expressões faciais e exemplos concretos para tornar a aprendizagem mais clara e intuitiva para a criança. Além disso, incentivar a repetição dos modelos pode facilitar o desenvolvimento da linguagem.

5. Avaliação Individualizada

Ao avaliar um aluno com disfasia, considere métodos alternativos além dos testes escritos tradicionais. Avaliações práticas, orais e até lúdicas podem ser mais eficazes para que ele demonstre seu conhecimento. O importante é adaptar o processo para que o aluno tenha as mesmas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento.

6. Mantenha a Comunicação com os Pais

O envolvimento da família é essencial! Sendo assim, mantenha os pais informados sobre o progresso do aluno e sobre as estratégias que estão funcionando em sala de aula. Dessa forma, eles poderão dar continuidade ao trabalho em casa, reforçando os avanços na comunicação e no aprendizado da criança.

A Importância da Interação Social e de um Ambiente Inclusivo

Alunos com disfasia muitas vezes evitam interagir por medo de não serem compreendidos. Esse receio pode levá-los a se afastar de atividades em grupo e limitar sua participação na sala de aula. Além disso, para promover a inclusão e garantir que esses alunos se sintam confortáveis e acolhidos no ambiente escolar tente sempre:

  • Incentivar atividades em grupo que não exijam tanta comunicação oral;
  • Criar um ambiente seguro, onde o aluno se sinta à vontade para errar e tentar novamente;
  • Encorajar os colegas a serem solidários e pacientes na interação.

Lembre-se: o professor é o grande mediador da inclusão, sendo assim pode fazer toda a diferença na experiência de aprendizagem dos alunos!

Conclusão

Com as estratégias certas, você pode transformar a experiência de alunos com disfasia. Desse modo, ao aplicar métodos eficazes e personalizados, você garante que essas crianças tenham acesso a um aprendizado significativo e inclusivo, promovendo seu desenvolvimento com mais confiança e autonomia.

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Cada criança é um mundo. Te preparamos para cada uma delas!

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