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AUTISMO: E QUANDO APARECE NA VIDA DE UMA FAMÍLIA?

Como o diagnóstico do AUTISMO é recebido pela família? E como a escola deve estar preparada para auxiliar esses familiares?

Inúmeras perguntas e incertezas surgem, mas como cada um deve exercer seu papel no desenvolvimento da nossa criança com AUTISMO?

Muitas dificuldades das pessoas com autismo mudariam, se todos tivessem conhecimento do tema, principalmente dentro da família.

Boa leitura!

AUTISMO: E QUANDO APARECE NA VIDA DE UMA FAMÍLIA?

Quando o autismo aparece na vida de uma família, ele mobiliza todos os membros ao redor da criança, podendo então falar de uma família com autismo.

O que significa dizer que uma família tem autismo?

Significa que ela terá que aprender uma forma diferente de comunicação, de se relacionar socialmente e de pensar sobre a vida.

Assim como a pessoa autista tem necessidades especiais durante o seu desenvolvimento, a família também tem determinadas necessidades que precisam ser satisfeitas, pois há  muitos sentimentos novos, sensações estranhas e às vezes desconhecidas.

A família tem que saber lidar com uma série de dificuldades tanto no campo emocional como no prático.

Quando a criança é pequena os pais se perguntam:

Por que esta criança chora constantemente sem uma causa aparente?

Por que não come seus alimentos da mesma maneira que as outras crianças da mesma idade?

Por que apresenta comportamentos repetitivos?

Por que não aceita contato físico ou permanece isolada na maior parte do tempo?

Por que não se comunica e nem utiliza a linguagem de forma apropriada?

Por que parece ter aprendido e em seguida parece não saber?

O papel dos pais é de extrema importância na integração social da criança.

Alguns até acreditam que nas famílias com a criança autista existem mais problemas familiares do que em outras, mas quais são os filhos que não tem necessidades educativas especiais?

Quando olhamos sob esta perspectiva, podemos tirar bons frutos desta experiência.

Uma outra dificuldade que as famílias passam em relação às questões sociais é que às vezes esta criança sofre rejeição dos amigos, dos professores, dos diretores, da escola, por preconceito, receio ou desconhecimento, provocando instabilidades consideráveis dentro dela.

Cada família e cada membro é afetado de maneira diferente, experimentando sentimentos diversos como dor, pena, frustração, satisfação em poder ajudar, repulsa, negação e raiva.

Não somente os sentimentos variam, mas também o tempo que se leva para se adaptar e aceitar esta situação.

A experiência de ter um filho com autismo pode causar conflitos entre os pais e entre os irmãos. Muitas vezes os pais podem sentir-se muito mal em relação ao que sente pelo filho. Sentimentos contraditórios de pena, raiva, amor profundo, desconforto, justiça, lamento ou excesso de responsabilidade.

Entretanto, eles devem levar em conta que esses sentimentos são normais e que outros pais que passaram por essa mesma situação conseguiram superar.

E quando conseguem fazer isto eles conseguem descobrir o caminho a percorrer para que a criança possa crescer de forma saudável. Mas o oposto também ocorre, de conhecermos famílias que não conseguem ajudar as crianças com suas necessidades. E aí vemos uma outra versão das famílias…

É necessário estar atento. 

ALGUMAS REAÇÕES PODEM SE MANIFESTAR DENTRO DA FAMÍLIA

  • Negação.
  • Auto piedade.
  • Proteção, frequentemente o pai super protege a criança com autismo ocultando-lhe todos os problemas que pode haver.
  • Culpa, neste caso o pai dirige todos os seus esforços para pagar essa culpa.
  • Cobrança, que de alguma forma cobra seu parceiro por ter concebido um filho com autismo.

E isto precisa ser trabalhado com todos os membros da família, inclusive os irmãos, para que a criança não receba resíduos destes sentimentos.

ALGUNS CONSELHOS PARA QUEM TEM IRMÃO AUTISTA

  • Respeite a sua individualidade:
    Não compare ele com outras crianças, eles precisam desenvolver a sua própria identidade. Pois esta é uma necessidade inerente a qualquer pessoa, mas neste caso ela é intensificada pela presença do irmão com autismo e pela estrutura que a família precisa desenvolver para atender as necessidades deste.
  • Compreensão:
    Apesar das pressões e problemas que há na convivência com o irmão com autismo, precisa-se desenvolver a compreensão de que todos somos diferentes. Pessoas com autismo e sem autismo. Todos temos habilidades e inabilidades, todos precisamos ser desenvolvidos.
  • Informação:
    Os irmãos precisam ter acesso à informação real, clara e direta do que é o autismo e suas necessidades e as respostas a todas as dúvidas e perguntas que surgem desta relação.As vezes os irmãos podem precisar de ajuda profissional ou assistência de um grupo de irmãos que podem ser muito úteis devido a cumplicidade entre os que compartilham da mesma situação.
  • Formação:
    O papel dos pais com cada filho é essencial na relação que será estabelecida entre irmãos e as atitudes, as expectativas dos pais será um fator determinante na forma como os irmãos percebem uns aos outros.

Um dos pontos também crucial para a família é o trabalho com a escola.

Este precisa ser uma via de mão dupla.

O QUE A ESCOLA E PROFESSORES PRECISAM FAZER?

A escola precisa demonstrar afeição por eles, demonstrar que tem um grande respeito.

Pode ser que o professor ache muito difícil ensinar um autista, assim como poderia acontecer com qualquer outro aluno.

O importante é que o professor reconheça os seus sentimentos, seja sincero consigo mesmo e não demonstrar o que não sente. O respeito mútuo é essencial!

A partir do momento que o professor manifesta algum sentimento negativo de rejeição ou desconforto, precisa ser olhado isto com muito cuidado, porque aí ele não será um agente de mudança na vida dos alunos.

É preferível então que a família ou a escola procure por um outro professor para ensinar este aluno para que esta atitude não venha causar danos.

O sucesso destes alunos no futuro dependerá da forma como A FAMÍLIA, a escola e a sociedade se relacionarão com eles.

E HOJE …estudando sobre isto e percebendo esta lacuna de informações que a Família e a Escola possuem, propomos o conhecimento como a mudança de todo paradigma equivocado sobre o autismo.

Quanto maior for a informação e conhecimentos maiores serão os resultados.

Então, estudar se faz necessário.

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